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Ministério de Minas e Energia prorroga 14 concessões de distribuição de energia

Ceará, São Paulo e Rio ficam fora de renovação de concessões de energia pelo governo | Foto: Tauan Alencar/Divulgação – MME

O Ministério de Minas e Energia convocou 14 distribuidoras de energia elétrica para renovar suas concessões no país, mas deixou de fora a Enel Ceará. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (6) e estabelece prazo de até 60 dias para que as empresas selecionadas assinem os novos contratos.

No caso do Ceará, apesar de a Agência Nacional de Energia Elétrica já ter recomendado a prorrogação da concessão, o processo ainda não foi deliberado pelo ministério.

A exclusão da Enel Ceará ocorre em meio a críticas recorrentes à qualidade do serviço prestado no estado, com registros de falhas no fornecimento e cobranças por melhorias na distribuição de energia. Sem a inclusão no despacho, o futuro da concessão no Ceará permanece indefinido, dependendo de decisão do governo federal.

Lista inclui 14 distribuidoras

Entre as empresas contempladas na renovação estão:

  • CPFL Piratininga
  • EDP São Paulo
  • Equatorial Maranhão
  • RGE Sul
  • Energisa Paraíba
  • Energisa Mato Grosso do Sul
  • Equatorial Pará
  • Light (RJ)
  • Neoenergia Coelba
  • CPFL Paulista
  • Energisa Mato Grosso
  • Energisa Sergipe
  • Neoenergia Cosern
  • Neoenergia Elektro

Ficaram de fora da lista as concessões da Enel em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Ceará. No caso paulista, a Agência Nacional de Energia Elétrica ainda analisa um Termo de Intimação (TI) contra a empresa.

Já as concessões do Rio e do Ceará, embora tenham recebido recomendação favorável da reguladora para prorrogação, ainda não foram deliberadas pelo Ministério de Minas e Energia.

Ceará aguarda decisão

No Ceará, a Aneel recomendou a antecipação da prorrogação da concessão da Enel Ceará por mais 30 anos, estendendo o contrato até 2058.

O contrato atual vence em 2028, e a renovação antecipada permitiria a continuidade da operação da empresa no estado.

A agência também sugeriu a inclusão de uma cláusula de desempenho: caso a concessionária não cumpra metas de qualidade e eficiência até o fim do contrato atual, a prorrogação poderá ser anulada.

Apesar de falhas em indicadores de serviço, a empresa apresentou um plano de investimentos superior a R$ 7,4 bilhões, considerado satisfatório pelo ministério.

São Paulo sob pressão

Em São Paulo, a situação é mais crítica.

A Agência Nacional de Energia Elétrica analisa o futuro da concessão da empresa e pode, inclusive, recomendar a cassação do contrato, diante de falhas recorrentes no fornecimento de energia.

O contrato da distribuidora no estado também se encerra em 2028.

Renovação inclui 14 distribuidoras

O governo autorizou a prorrogação das concessões de 14 empresas, entre elas:

CPFL Piratininga, EDP São Paulo, Equatorial Maranhão, RGE Sul, Energisa Paraíba, Energisa Mato Grosso do Sul, Equatorial Pará, Light, Neoenergia Coelba, CPFL Paulista, Energisa Mato Grosso, Energisa Sergipe, Neoenergia Cosern e Neoenergia Elektro.

A medida faz parte do processo de renovação das concessões de distribuição de energia no país, com novas exigências de desempenho e qualidade para continuidade dos serviços.

Impacto bilionário no setor

A renovação das concessões é considerada estratégica pelo governo federal.

A estimativa é de que os contratos movimentem cerca de R$ 500 bilhões em investimentos até 2034.

Ao todo, 20 concessões devem vencer nos próximos anos, abrangendo cerca de 62% do mercado nacional, atendendo aproximadamente 86 milhões de consumidores e gerando receita bruta de R$ 269 bilhões.

Essas concessões estão distribuídas entre grandes grupos do setor elétrico, como Enel, Neoenergia, CPFL, Equatorial, Energisa, Light e EDP.

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