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Mortalidade infantil no Brasil atinge menor nível em 34 anos, diz Unicef

O Brasil registrou as menores taxas de mortalidade neonatal e de crianças menores de cinco anos dos últimos 34 anos, segundo relatório divulgado pelas Nações Unidas com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta terça-feira (17).

Foto: Reprodução

De acordo com o levantamento, a mortalidade entre recém-nascidos caiu de 25 mortes a cada mil nascidos vivos, em 1990, para sete em 2004. Já entre crianças de até cinco anos, a taxa passou de 63 por mil, em 1990, para 14,2 em 2024.

O resultado é atribuído a políticas públicas voltadas à atenção básica, como a ampliação da rede de saúde e programas de acompanhamento de gestantes e crianças.

Apesar do avanço, o relatório aponta desaceleração na redução das mortes infantis na última década. Entre 2000 e 2009, a queda anual da mortalidade neonatal era de 4,9%. Já no período de 2010 a 2024, esse ritmo caiu para 3,16% ao ano, acompanhando uma tendência global de redução mais lenta.

O estudo também destaca o cenário entre adolescentes. No Brasil, a violência é a principal causa de morte entre meninos de 15 a 19 anos, enquanto, entre meninas da mesma faixa etária, predominam as doenças não transmissíveis.

Globalmente, as mortes de crianças menores de cinco anos caíram mais da metade desde 2000, mas o ritmo de redução desacelerou nos últimos anos. O relatório reforça que investimentos em saúde infantil, como vacinação, combate à desnutrição e acompanhamento no pré e pós-parto, são fundamentais para reduzir mortes evitáveis e gerar impactos sociais e econômicos positivos.

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