O MP (Ministério Público) de São Paulo denunciou, na segunda-feira (27), o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e outras seis pessoas por improbidade administrativa. Segundo a acusação, o petista foi “beneficiário do proveito de vantagem ilícita” e teria enriquecido ilicitamente de maneira indireta em razão do pagamento de dívidas de sua campanha na disputa paulistana em 2012, quando foi eleito.
Atualmente, Haddad é candidato a vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Planalto, mas deve assumir a candidatura caso o ex-presidente seja vetado pela Justiça Eleitoral.
O MP pede a condenação de Haddad por improbidade administrativa (ato contrário à administração pública) e o bloqueio bens do petista no valor de até R$ 14,1 milhões, além da perda dos direitos políticos.
A nova denúncia e a ação em que o ex-prefeito é réu não o impedem de ser candidato na eleição. Na última pesquisa Datafolha, em cenários onde substitui Lula, Haddad aparece com 4% das intenções de voto.
De acordo com a denúncia, do promotor Wilson Tafner, a UTC pagou, ao longo de 2013, dívidas da campanha eleitoral de Haddad com uma gráfica. Em nota, o ex-prefeito diz que “todo o material gráfico produzido em sua campanha foi declarado e que não havia razão para receber qualquer recurso não declarado da UTC”.


