
O Museu Luiz Gonzaga, localizado no distrito de Dom Quintino, no município do Crato, completou 13 anos nesta segunda-feira (5). O espaço é dedicado à memória do cantor Luiz Gonzaga e à preservação da cultura sertaneja no Cariri.
O museu surgiu a partir da iniciativa do então garoto Pedro Lucas Feitosa, que tinha cerca de 10 anos quando decidiu homenagear o Rei do Baião. A ideia nasceu em 2013, depois que Pedro visitou o Museu de Gonzagão, em Exu (Pernambuco), e voltou encantado com a história e a obra do músico.

De volta à sua casa em Dom Quintino, ele começou a reunir objetos relacionados ao cantor — muitos oferecidos pela própria comunidade — e montou o primeiro acervo na casa onde sua falecida bisavó morava, vizinha à dele. Com o tempo, o espaço cresceu e passou a reunir mais de 100 itens, como fotografias, vinis, instrumentos e utensílios que ajudam a contextualizar a época em que Gonzaga viveu.
O museu funciona hoje como ponto de visitação para moradores, estudantes e pesquisadores, e contribui para a preservação da memória da música nordestina e das tradições culturais da região. Ele também tem sido referência para a valorização da história local: a história de sua criação chamou atenção nacional e até internacional, inspirando documentários e sendo tema de questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Situado em uma área tradicional do distrito, o museu dialoga com a vida cultural de Dom Quintino e de comunidades vizinhas, fortalecendo expressões populares como o baião, o xote e o forró — ritmos que fazem parte da identidade cultural do Nordeste.
Ao completar 13 anos, o Museu Luiz Gonzaga de Dom Quintino reafirma seu papel como espaço importante de conservação da memória e da identidade cultural no interior do Ceará, consolidando a trajetória de um espaço que começou com o interesse de uma criança pelo repertório do artista e hoje integra o patrimônio cultural do Cariri.


