Um mutirão de cirurgias oftalmológicas foi realizado no último final de semana (27 e 28 de junho) em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, com foco no atendimento de comunidades indígenas do Ceará. A ação integrou o programa federal Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, e teve como objetivo reduzir filas de espera por procedimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o Ministério da Saúde, os pacientes atendidos já estavam inseridos na regulação e aguardavam por consultas e cirurgias. A estratégia, de acordo com os gestores, buscou acelerar o acesso sem desorganizar a rede de atendimento.
Ao todo, indígenas de diferentes etnias e municípios da região metropolitana foram contemplados, com destaque para povos Tapeba, Pitaguari, Jenipapo-Kanindé e Anacé. A mobilização envolveu territórios de Caucaia, Maracanaú, Pacatuba e outros municípios.
Desde o início das ações no estado, em junho, cerca de 7 mil atendimentos entre consultas, exames e procedimentos já haviam sido realizados. No mutirão, foram atendidos 180 pacientes.
Um dos principais desafios do atendimento é a taxa de desistência, maior entre populações indígenas, o que exige ações de orientação e busca ativa nos territórios.
Além da questão da fila, gestores ressaltaram que o acesso à saúde especializada para povos indígenas envolve também fatores culturais, territoriais e logísticos. O programa buscou garantir um atendimento mais próximo e respeitoso às especificidades de cada comunidade.
Após os procedimentos, os pacientes seguem em acompanhamento e revisão, com alta considerada segura e retorno às equipes de saúde indígena nos territórios.
Ver essa foto no Instagram


