
O uso de tecnologia inovadora tem transformado a rotina de crianças em tratamento contra o câncer no Hospital Infantil Albert Sabin. Com essa iniciativa, pacientes e especialistas destacam a importância do conforto e a redução significativa da dor durante os procedimentos.
Esse novo cenário é sentido nas palavras de Luciana Quirino, mãe de uma criança em tratamento. De acordo com ela, antes da adoção do uso da tecnologia, a realidade era marcada por múltiplas perfurações para aplicação de medicamentos. “Era algo que causava sofrimento constante. Antes, meu filho sofria muito. Era preciso furar o braço várias vezes, ficava roxo e era bem traumatizante”, relatou.
Segundo a mãe da criança, que faz uso do Cateter Central de Inserção Periférica (PICC), o procedimento foi mudado com o auxílio de outros mecanismos. Esse dispositivo é um tipo de acesso venoso usado principalmente em pacientes que precisam de tratamento por um período mais longo, como quimioterapia, antibióticos ou medicações contínuas. “Agora, ele não sente dor durante a medicação e não precisa mais ser furado sempre. Isso faz toda a diferença”, destacou.
Uso da tecnologia na avaliação dos especialistas
De acordo com a enfermeira Ana Valeska Siebra, coordenadora do Time de Acesso Vascular, o equipamento é indicado principalmente para tratamentos prolongados, como a quimioterapia. “O PICC é inserido em uma veia do braço, mas fica posicionado próximo ao coração, o que permite uma administração mais segura dos medicamentos. Além de reduzir a dor, a tecnologia também contribui para a segurança do tratamento, diminui o risco de complicações e preserva as veias dos pacientes”, explicou.
Outro ganho, segundo a especialista, está na agilidade do atendimento, já que o processo passa a exigir apenas a higienização e conexão dos medicamentos, sem necessidade de novas perfurações.
Implementação no Albert Sabin.
A tecnologia já faz parte da rotina do hospital há uma década e vem sendo ampliada ao longo dos anos. Atualmente, somente na oncologia, são 224 dispositivos em acompanhamento ativo, e mais de 5 mil cateteres já foram utilizados na unidade ao longo desse período.
Com isso, o uso do PICC, por exemplo, se consolida como um aliado importante no cuidado de crianças e adolescentes. Isso faz com que o tratamento menos doloroso, mais seguro e com maior qualidade de vida para pacientes e familiares.


