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No Litoral Leste, grupo envolvido em morte de tubarão vai responder por crime ambiental

Após a repercussão do episódio que marcou a tortura e a morte de um tubarão na praia de Balbino (a 63km de Fortaleza), no último domingo (14/03), as autoridades identificaram um grupo composto por seis pessoas envolvidas no ocorrido. Intimadas a depor na Delegacia de Crimes Ambientais do Ceará, agora os envolvidos irão responder por crime ambiental.

De acordo com policiais e agentes do Ibama, o montante das multas aplicadas aos praticantes da ação chegou a R$ 4.300. Além disso, a punição, prevista em lei, também discorre sobre a pena de detenção de três meses a um ano.

O fato gerou revolta e ganhou repercussão nas redes sociais. (Foto: Divulgação/WhathsApp).

Um dos moradores da comunidade, que preferiu não se identificar, afirmou que o peixe foi visto como um pescado, e que quem o capturou não teve a intenção de torturar o tubarão. “A nossa comunidade não compactua com nenhum tipo de violência. O tubarão foi visto como um pescado, e os pescadores não tinham a intenção de torturá-lo. O peixe foi dividido como alimento para parte da comunidade que está sem renda devido a paralisação de suas principais fontes de sustento”, justificou.

 

Relembre

Neste domingo (14/03), pescadores capturaram um tubarão da espécie “Cabeça-chata”, enquanto o peixe nadava a poucos metros da faixa de areia da praia de Balbino, em Cascavel. Fotos e vídeos mostram pessoas enfiando utensílios de madeira na boca e na cabeça do peixe, em um processo de ações que culminou com a morte do tubarão. 

AMPB

Em nota, a Associação dos Moradores da Praia do Balbino se comprometeu em colaborar com as autoridades para que as medidas cabíveis possam ser tomadas. “Não nos furtaremos da responsabilidade que nos cabe, enquanto associação reconhecida pela sua história de luta pelo bem-viver nestas terras”.

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