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30% dos jovens cearenses não trabalham nem estudam, diz IBGE

Rio de Janeiro – Jovens de comunidades participam do projeto Agentes de Promoção da Acessibilidade, da ONG Escola de Gente, onde recebem noções de Libras, audiodescrição e legislação inclusiva (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

 

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 688 mil jovens (30,1% da população dessa faixa etária) com idade entre 15 e 29 anos não estudam e nem trabalham no Ceará. Os números são referentes ao terceiro trimestre de 2021, o mais recente até aqui.

O contingente conhecido como “jovens nem-nem” sofreu, durante a pandemia, um aumento expressivo. No Ceará, o número passou a marca de 659 mil no quarto semestre de 2019 para 895,3 mil no segundo trimestre de 2020, o pior resultado da histórica série iniciada em 2012. Com o avanço da vacinação e após a retomada das atividades econômicas, a elevação vem sendo revertida, especialmente em 2021.

Dentre os 10 estados mais críticos, o Ceará está em oitavo lugar no ranking dos estados com a maior proporção de jovens nem-nem. Em função da recuperação da economia e do mercado de trabalho, o índice vai diminuindo a medida que esses jovens vão conquistando mais posições.

Perfil

Segundo o iDados, mulheres (63,7%), negros (66,5%) e pessoas com ensino médio completo (55,6%) compõem o perfil de jovens nem-nem. Além disso, a renda per capita entre esse grupo é de apenas R$ 485 por mês. Segundo João Mário de França, diretor-geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), a gravidez na adolescência é um dos fatores que explicam a maior incidência desse cenário entre as mulheres.

Tendência

Segundo França, o cenário deve melhorar se duas frentes avançarem. A primeira seria a da escolarização, que nos últimos anos já vem acontecendo. A segunda é o próprio dinamismo da economia, que precisa gerar mais postos de trabalho para absorver os jovens que ingressam no mercado

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