
O candidato a deputado federal Danilo Forte (União Brasil) concedeu, nesta quarta-feira (24/08), uma entrevista ao programa Destaque ANC, onde falou sobre sua trajetória política e sua visão a respeito do atual cenário eleitoral cearense. Sobre a ruptura entre os partidos PT e PDT, o candidato ressaltou um “esgotamento” do modelo compartilhado pelas siglas.
“Eu acho que o modelo se esgotou. E numa sociedade, só se briga ou pelo excesso ou pela escassez de dinheiro. Então o que deve ter acontecido ali? Não tá dando mais para todo mundo”, explica.
De acordo com Danilo Forte, que já foi secretário de Coordenação Política e Relações Institucionais no governo do ex-presidente Lula (PT), os constantes ataques de Ciro Gomes (PDT) ao partido também devem ter influenciado a crise. “Acho que o Ciro aproveitou para colocar um temperozinho. Ele agrediu demais o PT. Isso, até do ponto de vista da dignidade partidária, ficava até difícil manter a relação com o nível de agressão que o Ciro colocou”, avaliou.
Roberto Cláudio (PDT) e Elmano de Freitas (PT) estão, respectivamente, no 2° e 3° lugar das pesquisas, com 25% e 24%, em um empate técnico. Os dois se enfrentam para ir ao 2° turno com Capitão Wagner (União Brasil) que, segundo as pesquisas, segue na liderança. Danilo Forte comenta que apesar da possibilidade das eleições se extenderem para mais um turno, os ataques de um partido contra o outro podem garantir a vitória de seu colega do União Brasil.
“O Wagner hoje em uma situação de conforto porque ele é o único garantido no segundo turno. E na quebra entre eles, não têm como se emendarem mais […] e vai facilitar a vitória do Wagner no segundo turno, se houver. Porque pode o Wagner também ganhar no primeiro turno, devido ao acirramento e escancaramento que estavam tendo de cada um”, explica.
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