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Oito dos 25 pacientes diagnosticados com meningite foram a óbito no Ceará 

Até a mesma data de 2025, o Ceará registrou menos mortes. O número de pessoas diagnosticada com meningite foi mais que o dobro do atual - (Foto: Casa Civil)
Até a mesma data de 2025, o Ceará registrou menos mortes. O número de pessoas diagnosticada com meningite foi mais que o dobro do atual – (Foto: Casa Civil)

De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará, o Estado registrou 25 pacientes com meningite até o dia 20 de fevereiro de 2026. Destes, oito não resistiram aos efeitos da doença. Ainda segundo a pasta, a maioria dos casos confirmados se concentram em pessoas de 20 a 29 anos e bebês. Neste ano, a doença tem sido mais frequente no público adulto. Porém, os causadores da doença podem afetar qualquer pessoa, desde bebês de três meses até idosos com 60 anos ou mais.

Em comparação com o mesmo período de 2025, o número de mortes por meningite sofreu um aumento. Na época, foram seis mortes diante de 63 casos de diagnóstico positivo. Caracterizada pela inflamação das membranas que envolvem cérebro e medula espinhal, a doença é causada por infecção por vírus ou bactérias. Em 2025, a maioria dos casos se deu de forma viral. Apesar disso, a maior parte dos casos letais foram registrados em pacientes que foram infectados pelas bactérias.

Apesar dos riscos após ser infectado, a meningite pode ser prevenida a partir de ações comportamentais e também pelo cumprimento do calendário de vacina. O Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, disponibiliza antídotos que protegem contra diferentes tipos de meningite bacteriana, como os sorogrupos que mais causam doença.

Prevenção e tratamento da meningite

A vacinação é considerada a principal medida preventiva, pois reduz fortemente o risco de infecção e morte. No entanto, medidas de higiene também podem evitar as infecções.

  • Lavar as mãos com frequência;
    • Evitar compartilhamento de copos, talheres e garrafas;
    • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;
    • Manter ambientes bem ventilados.

Medidas como essa, inclusive recomendadas pelos profissionais da saúde, ajudam a reduzir a transmissão, pois a meningite pode se espalhar por gotículas respiratórias ou contato próximo com secreções.

O tratamento depende do tipo da infecção. No caso da bacteriana, são recomendados antibióticos específicos e atendimento hospitalar imediato. Já a meningite viral é considerada menos grave e pode se resolver sem antibióticos, mas requer acompanhamento médico.

Os registros de meningite variam conforme o ano, mas dados nacionais mostram que a doença ocorre em todas as regiões. Em algumas análises epidemiológicas, foram identificados focos com maior incidência no Sul, Sudeste e parte do Nordeste.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram mais de onze mil casos registrados no Brasil, no período de janeiro a setembro de 2025. Destes, 1.121 não resistiram.

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