PUBLICIDADE

Parkinson pode atingir 1,2 milhão de brasileiros até 2060, aponta estudo

Um estudo inédito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) projeta que cerca de 1,2 milhão de brasileiros deverão conviver com a doença de Parkinson até 2060. Atualmente, a estimativa é de que mais de 500 mil pessoas com 50 anos ou mais já tenham o diagnóstico no país.

Em uma capital como Fortaleza, esse cenário pode representar aproximadamente 5 mil pacientes vivendo com a condição neurológica progressiva, que afeta principalmente o controle dos movimentos e exige acompanhamento contínuo.

Foto: Reprodução

Os dados foram publicados na revista científica The Lancet Regional Health – Americas e reforçam a preocupação com a subnotificação da doença, que ainda dificulta o dimensionamento real do problema e o acesso adequado ao tratamento.

As projeções ganham destaque durante o mês de conscientização da Doença de Parkinson, conhecido como Abril Tulipa Vermelha, que busca ampliar o debate sobre sintomas que vão além dos tremores, além de reforçar a importância do diagnóstico precoce, dos tratamentos disponíveis e do enfrentamento ao preconceito.

O acompanhamento dos pacientes envolve uma equipe multidisciplinar, com atuação de neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, com foco na manutenção da autonomia e na qualidade de vida.

De acordo com neurologista Verônica Tavares, professora na Afya Educação Médica de Fortaleza, embora a doença não tenha cura, avanços na medicina têm permitido tratamentos mais eficazes no controle dos sintomas. Identificar precocemente os sinais é essencial para garantir intervenções mais eficazes.

A prática regular de atividades físicas também é apontada como um fator importante na preservação das funções motoras e cognitivas. A mobilização durante o Abril Tulipa Vermelha busca, além da informação, reduzir estigmas e fortalecer redes de apoio, contribuindo para uma sociedade mais preparada para acolher pessoas que convivem com a doença.

Compartilhar: