
A mais recente pesquisa do Meio / Ideia mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomando a dianteira na disputa pelo Palácio do Planalto. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 43% das intenções de voto, contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Na sequência estão Ronaldo Caiado (PSD), com 5,7%, Renan Santos (Missão), com 4,7%, e Romeu Zema (Novo), com 2,6%.
No segundo turno, o levantamento aponta uma mudança em relação aos meses anteriores. Depois de um empate técnico em abril e de uma vantagem numérica de Flávio Bolsonaro em maio, Lula voltou a liderar, com 48,5% das intenções de voto, contra 43% do senador.
Os números também mostram diferenças importantes entre os perfis do eleitorado. Lula abre vantagem entre as mulheres, com 55% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34,5%. Entre os homens, o cenário é inverso: o senador aparece com 52,2%, contra 41,5% do presidente.
Apesar do resultado favorável ao petista, governistas e oposicionistas ouvidos na Assembleia Legislativa do Ceará evitaram tratar a pesquisa como um indicativo definitivo da eleição.
Vice-presidente do PT nacional, o deputado estadual De Assis Diniz (PT) afirmou que pesquisas representam apenas o retrato de um determinado momento e que o cenário pode mudar com o início oficial da campanha. Segundo ele, existe um eleitorado consolidado e outro mais volátil, que reage aos acontecimentos políticos e ao debate público. O parlamentar também informou que participou da reunião da Executiva Nacional do PT, que definiu os preparativos para o lançamento oficial da campanha de Lula, marcado para o próximo dia 16, em São Bernardo do Campo.
Já o deputado estadual Cláudio Pinho (PSDB), da oposição, também adotou um discurso de cautela. Para ele, pesquisas refletem o momento político e sofrem influência dos fatos mais recentes envolvendo os candidatos. O parlamentar defendeu que a campanha discuta temas como custo de vida, segurança pública, saúde e educação e afirmou que o país precisa superar a polarização política.
Embora estejam em campos opostos, as declarações dos dois parlamentares convergem em um ponto: a campanha eleitoral, com propaganda, debates e maior exposição dos candidatos, ainda poderá alterar o cenário revelado pela pesquisa do Instituto Meio.

