Uma recente pesquisa Datafolha revela que quase 50% dos eleitores de Fortaleza enfrentaram diretamente ou indiretamente situações de crime nos últimos 12 meses. A pesquisa focou em dois tipos principais de violência: direta e indireta.
Entre os casos diretos, os assaltos e furtos em residências, transporte público ou ruas foram os mais comuns, afetando 24% dos participantes. Um número semelhante, 23%, relatou ter tido o celular furtado ou roubado na cidade durante o último ano.
Por outro lado, a incidência de furtos de veículos foi menos frequente, com 6% dos entrevistados relatando ter tido carro ou motocicleta roubada. Já 5% mencionaram invasões ou arrombamentos em suas residências no período de 12 meses.

No que diz respeito à violência indireta, 30% dos entrevistados indicaram ter conhecido algum familiar ou amigo que foi assassinado em Fortaleza nos últimos 12 meses. A percepção de violência variou conforme a renda: 34% dos participantes com renda de até 2 salários mínimos relataram tais experiências, seguidos por 25% com renda entre 2 e 5 salários mínimos e 24% com renda superior a 5 salários mínimos.
No total, 48% dos eleitores afirmaram ter sido vítimas de algum crime, seja direto ou indireto, enquanto 52% disseram não ter sofrido com esses incidentes no período analisado. A pesquisa, realizada em 20 e 21 de agosto, envolveu 644 eleitores, com uma margem de erro de 4 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, registrada no TSE sob o número CE-08395/2024.
Sobre a percepção de segurança, 61% dos entrevistados notaram um aumento na violência nos últimos 12 meses, enquanto 30% acreditam que a situação permaneceu inalterada e 7% notaram uma diminuição. A sensação de crescimento da violência foi mais acentuada entre as mulheres, com 67%, em comparação com 55% entre os homens.
A pesquisa também revelou que a segurança pública recebeu a pior avaliação entre as 13 categorias analisadas pelos eleitores. A média de nota foi de 4,3.
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