Logo após o início da Quaresma, é comum que o mercado brasileiro de pescados se prepare para uma elevação considerável no consumo de peixe. O crescimento é justificado por conta da tradição católica, com a proximidade da Semana Santa.
As estimativas apontam para um aumento de aproximadamente 30% nas vendas em comparação com períodos anteriores.
Essa projeção foi feita por Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura, com base na organização do setor e na demanda esperada dos consumidores.
De acordo com esta associação, o setor de pescados iniciou 2026 com desempenho mais robusto do que em anos anteriores.
As vendas tiveram um ritmo positivo em janeiro e a cadeia produtiva conseguiu montar estoques que pudessem garantir oferta suficiente para atender à demanda desta época.
Consumo de peixe : tilápia é a preferida, segundo as pesquisas
A Tilápia segue como principal peixe consumido no Brasil: atualmente é a espécie preferida do brasileiro e representa mais de 65% da produção nacional de peixes de cultivo.
Ainda de acordo com o mesmo levantamento, a média de consumo anual da espécie, no Brasil, chega a 4kg.
Motivos da tradição
A tradição de comer peixe na Semana Santa tem raízes na fé cristã: historicamente, muitos seguidores da Igreja Católica praticam jejum ou abstinência de carne vermelha, principalmente Sexta-feira da Paixão, como um gesto de penitência e respeito ao sacrifício de Jesus Cristo.
Por isso, o pescado, considerado alimento mais simples e humilde e também associado a imagens simbólicas do cristianismo, se tornou a opção principal no cardápio das famílias durante a Quaresma e na Semana Santa.
Em 2025, dados do Governo do Ceará apontaram que a procura por pescados cresceu cerca de 20% na Central de Abastecimento (Ceasa) em Maracanaúos, justamente nos dias que antecederam a Semana Santa.
A expectativa é que esses número sejam superados em 2026 e acompanhem a tendência de crescimento no consumo do pescado observada em nível nacional.


