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Prefeito de Caucaia cancela Carnaval devido à situação financeira do município

O prefeito de Caucaia, Naumi Amorim (PSD), anunciou nesta segunda-feira (24) o cancelamento da festa de Carnaval organizada pela Prefeitura. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele justificou a decisão com base na condição financeira do município.

“Infelizmente a gente não vai poder fazer esse Carnaval esse ano”, declarou o prefeito. Caucaia é conhecida por ter um dos Carnavais mais tradicionais da Região Metropolitana de Fortaleza, especialmente nas praias de Icaraí e Cumbuco. No entanto, Naumi enfatizou que os investimentos prioritários serão em saúde e educação.

“Gostaria muito de promover o Carnaval para o nosso povo de Caucaia, para as pessoas que vêm visitar a nossa cidade, mas infelizmente a gente não vai poder fazer esse Carnaval esse ano. Mas a gente vai estar acompanhando, dando a segurança, a nossa guarda municipal. Sei que vocês vão compreender, porque a situação do nosso município é muito grave, porque são muitas dívidas que ficaram no nosso município”, acrescentou.

No início de janeiro, Naumi já havia anunciado um contingenciamento de gastos após revelar que a gestão anterior, do ex-prefeito Vítor Valim (PSB), teria deixado quase R$ 700 milhões em dívidas. Na ocasião, ele garantiu que o Carnaval seria poupado por ser um “evento inserido no calendário cultural do Município e do País”. Contudo, à medida que a nova administração teve acesso às finanças, o valor total da dívida pode ter aumentado, incluindo setores como obras, levando à decisão do cancelamento da festa. O prefeito apontou que cerca de R$ 300 milhões deverão ser pagos ainda este ano.

O ex-prefeito Vítor Valim rebateu as acusações, afirmando que sua gestão não contraiu “financiamento ou empréstimo” e que as dívidas de Caucaia “são as mesmas apresentadas e feitas pelo então, e agora, prefeito Naumi Amorim”. Valim também destacou que recebeu a Prefeitura, em 2021, com um passivo de R$ 480 milhões em financiamento do CAF (contrato de 2018) e R$ 127 milhões em precatórios de gestões anteriores.

O decreto de contingenciamento assinado por Naumi detalhou cortes significativos nos gastos públicos, incluindo a redução de 25% nos contratos administrativos, como prestação de serviços de assessorias e locação de veículos. Além disso, houve corte de 50% em contratos temporários de pessoal, concessão de horas extras, passagens, hospedagens, alimentação e despesas com eventos festivos.

Apesar dos cortes, setores essenciais foram preservados, incluindo segurança comunitária, coleta de resíduos sólidos, iluminação pública e transporte escolar, além do transporte de pacientes e profissionais da saúde e assistência social.

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