
O prefeito de Coité do Nóia, Bueno Higino, se pronunciou na terça-feira (3) sobre o grave acidente envolvendo um ônibus com fiéis que retornavam da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, em Juazeiro do Norte. O capotamento ocorreu na AL-220, nas proximidades do distrito de Caboclo, em São José da Tapera, e deixou 16 mortos, além de feridos.
Segundo o gestor, o ônibus fazia parte de um comboio de veículos alugados para transportar romeiros do município até o Cariri. Em declaração pública, ele afirmou que a viagem havia sido planejada com estrutura de apoio, incluindo acompanhamento e condições que, segundo ele, buscavam garantir segurança aos passageiros.

Por outro lado, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou, por meio de nota, que o veículo envolvido no acidente operava de forma irregular. De acordo com o órgão, o ônibus não possuía habilitação para transporte interestadual de passageiros, Certificado de Segurança Veicular (CSV), seguro de responsabilidade civil vigente nem Licença de Viagem (LV).
A informação divulgada pela ANTT foi contestada pelo prefeito, que reiterou que o transporte de romeiros ocorre há décadas no município e destacou que, neste momento, a prioridade é prestar solidariedade e assistência às famílias das vítimas.
O acidente
A ocorrência foi classificada como Incidente com Múltiplas Vítimas (IMV) de alta complexidade. Entre os mortos estão cinco homens, sete mulheres e quatro crianças. Os feridos foram socorridos e encaminhados para unidades hospitalares da região, onde seguem recebendo atendimento médico. O ônibus transportava cerca de 60 pessoas.
Diante da tragédia, o governador de Alagoas, Paulo Dantas, decretou luto oficial no estado. A Prefeitura de Juazeiro do Norte também manifestou pesar e publicou decreto estabelecendo luto oficial de três dias.
As causas do acidente seguem sob investigação da Polícia Civil de Alagoas.

