A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país voltou a subir e chegou a 4,36% para 2026. Os dados constam no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC), que reúne estimativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou pela quarta semana consecutiva, influenciada por fatores externos, como as tensões no Oriente Médio. Apesar da alta, a estimativa segue dentro do intervalo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
Em fevereiro, a inflação foi pressionada principalmente pelos setores de transportes e educação, fechando o mês em 0,7%. No acumulado de 12 meses, no entanto, o índice recuou para 3,81%, ficando abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. O resultado de março será divulgado na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Selic
Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza como principal ferramenta a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14,75% ao ano. Na última reunião, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual.
Apesar da sinalização de um possível ciclo de queda, o cenário internacional pode influenciar novas decisões. O próximo encontro do Copom está marcado para os dias 28 e 29 de abril.
A expectativa do mercado é que a Selic encerre 2026 em 12,5% ao ano, com redução gradual nos anos seguintes, podendo chegar a 9,75% em 2029.
Crescimento e dólar
O Boletim Focus também manteve em 1,85% a projeção de crescimento da economia brasileira para este ano. Para os anos seguintes, a estimativa é de expansão entre 1,8% e 2%.
Já a cotação do dólar deve encerrar 2026 em torno de R$ 5,40, segundo as previsões do mercado financeiro.


