
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) promove, nesta sexta-feira (30), o Dia Nacional de Conscientização Álcool Zero no Trânsito, quando reforça a fiscalização de alcoolemia nas rodovias federais em todo o Brasil, com o objetivo de coibir e identificar motoristas que tenham consumido bebidas alcoólicas antes de assumir a direção. A ação ocorre em conjunto com integrantes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT), como Senatran, ANTT, Dnit, Detrans, DERs, além de forças de segurança pública, como Polícias Militares, Polícias Civis, guardas municipais, entre outros.
A iniciativa da PRF decorre do impacto da associação entre álcool e direção nos índices de mortalidade no trânsito nas rodovias federais, nos estados e nos municípios. Dados da PRF indicam que, em 2025, o número de sinistros de trânsito provocados pela ingestão de álcool pelo condutor apresentou redução em comparação com o ano anterior. No entanto, a letalidade foi maior. No ano passado, 223 pessoas morreram em rodovias federais nesses acidentes, enquanto outras 3.129 ficaram feridas.
As estatísticas também apontam que a maioria dos sinistros de trânsito em que a causa principal foi a ingestão de álcool pelo condutor em 2025 ocorreu aos sábados (1.016), domingos (1.197) e nos períodos da noite (1.286) e da madrugada (1.019).
Em 2025, a Polícia Rodoviária Federal realizou mais de 3,5 milhões de testes de alcoolemia e autuou mais de 7.900 motoristas por conduzirem veículos sob efeito de álcool, além de outros 43 mil por se recusarem a realizar o teste do etilômetro, média de 51 flagrantes por dia apenas nas BRs. O motorista que se recusa a fazer o teste recebe as mesmas penalidades previstas para quem dirige sob influência de álcool, como multa, suspensão da CNH e retenção do veículo, entre outras.
Dados de segurança viária indicam que a condução sob influência de álcool está presente de forma recorrente em sinistros graves e fatais, contribuindo para uma elevada taxa de letalidade e um alto custo socioeconômico, principalmente em razão da perda de vidas e dos gastos com o atendimento das vítimas da violência no trânsito pelo sistema público de saúde.
Nesse contexto, a PRF avalia que ações simultâneas, integradas e amplamente divulgadas ampliam o efeito preventivo da fiscalização, fortalecendo a mensagem institucional de intolerância à alcoolemia ao volante e contribuindo para a preservação de vidas.


