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Processo contra influenciadores investigados por apostas online avança no Ceará

Novas decisões judiciais foram proferidas no processo que investiga influenciadores digitais suspeitos de divulgar plataformas de apostas ilegais, conhecidas como “Jogo do Tigrinho”, no Ceará. O caso tramita na Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça do Estado.

Entre as determinações mais recentes, a Justiça revogou o monitoramento eletrônico do influenciador e estudante de Enfermagem Janisson Moura Santos. A decisão atendeu parcialmente ao pedido da defesa, que alegou que o acusado já cumpria a medida cautelar há mais de seis meses.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) se manifestou contra a retirada da tornozeleira eletrônica, argumentando que a revogação poderia representar risco para a instrução do processo. Apesar disso, os magistrados consideraram o período já cumprido sob monitoramento e decidiram encerrar a medida, mantendo, no entanto, as demais cautelares até o fim da ação.

Processo contra influenciadores investigados por apostas online avança no Ceará
Foto: Adobe Stock

No caso de outros investigados, as restrições permaneceram. A Justiça determinou a manutenção da suspensão das contas no Instagram de Inessa Karla Nogueira Pontes e Wellington Lima de Alencar. Segundo os magistrados, há indícios de que as redes sociais eram utilizadas para a prática dos crimes investigados. O processo ainda aguarda a ratificação da denúncia pelo Judiciário e a posterior marcação da audiência de instrução e julgamento.

De acordo com o Ministério Público, os investigados atuavam na divulgação de plataformas de apostas online e exibiam nas redes sociais supostos ganhos para atrair seguidores. A denúncia aponta que esses resultados seriam simulados por meio de contas demonstrativas programadas para apresentar vitórias.

As investigações indicam que o grupo teria movimentado mais de R$ 14,3 milhões nos últimos cinco anos. Conforme a acusação, o esquema funcionava com uma divisão de tarefas que envolveria administradores estrangeiros das plataformas e influenciadores responsáveis pela divulgação.

Ainda segundo o MP, a atuação do grupo se concentrava principalmente em Juazeiro do Norte, na região do Cariri, entre os anos de 2023 e 2025. Os denunciados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, crimes contra a economia popular e contra as relações de consumo.

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