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Procon autua distribuidoras de combustíveis em Fortaleza

Foto: Reprodução

O Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza) autuou, nesta sexta-feira (27/3), quatro distribuidoras de combustíveis que abastecem postos na capital. As empresas podem ser multadas em até R$ 18 milhões.

Na sexta-feira (13/03), o Procon notificou seis distribuidoras com o objetivo de verificar aumentos repassados aos postos de combustível e analisar se havia irregularidades na formação dos preços. As empresas tiveram 10 dias para apresentar a documentação referente à compra e venda de combustíveis realizada nos últimos três meses.

Das seis notificadas, apenas uma respondeu ao Procon dentro do prazo. A documentação apresentada pela SP Indústria Distribuidora de Petróleo Ltda, localizada no Mucuripe, em Fortaleza, está em análise.

Duas empresas, Ypetro Distribuidora de Combustíveis S/A (Parque Novo Mondubim – Maracanaú/CE) e a Raízen Combustíveis S/A (Cais do Porto – Fortaleza/CE), enviaram a documentação fora do prazo final, que encerrou no dia 23/3.

Outras duas distribuidoras, Ipiranga Produtos de Petróleo S/A (Cais do Porto – Fortaleza/CE) e a Vibra Energia S/A, antiga BR Distribuidora (Cais do Porto – Fortaleza/CE), não responderam à notificação do Procon.

A notificação da Fan Distribuidora de Petróleo Ltda, localizada em Mossoró/RN, ainda está em trânsito, enviada pelos Correios.

De acordo com o presidente do Procon Fortaleza, Wellington Sabóia, a partir do descumprimento da notificação ou da identificação de aumentos abusivos na formação dos preços dos combustíveis, as distribuidoras responderão a processos que podem resultar em penalidades.

“O Código de Defesa do Consumidor veda a elevação de preços sem justa causa, sendo considerada uma prática abusiva. Além de multas, as empresas podem ser proibidas de comercializar e ainda sofrer interdição”.

Multas a postos

No último dia 23/3, o Procon Fortaleza aplicou multa a 52 postos de combustíveis da Capital no valor de R$ 3.047.946,61 (três milhões, quarenta e sete mil, novecentos e quarenta e seis reais e sessenta e um centavos) por aumento abusivo nos preços.

As penalidades foram resultado de um amplo processo investigativo conduzido entre os anos de 2023 e 2025. Ao todo, os processos administrativos somaram mais de 39 mil páginas, reunindo denúncias de consumidores, documentos fiscais e análises técnicas que comprovaram irregularidades na formação de preços dos combustíveis.

Como denunciar?

O Procon reforça a importância do envio de denúncias pelos consumidores e orienta que:

  • Sejam guardadas notas fiscais e comprovantes de pagamento;
  • Diferenças de preços entre formas de pagamento (dinheiro, cartão ou transferência) sejam informadas previamente e não sejam excessivas;
  • O consumidor solicite, sempre que necessário, o teste de qualidade do combustível, que deve ser realizado na sua presença por funcionário capacitado;
  • Os postos informem de forma clara se o combustível é comum ou aditivado, bem como a opção mais vantajosa.

Caso seja identificada elevação de preços sem justificativa, o consumidor pode formalizar uma denúncia por meio da plataforma Fortaleza Digital. Para isso, basta acessar a plataforma e procurar pela opção “Procon” na aba de serviços disponíveis. Denúncias também podem ser realizadas pela Central de Atendimento ao Consumidor, no telefone 151.

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