O mercado brasileiro de motocicletas voltou a apresentar resultados expressivos. O segundo maior volume de vendas da história foi registrado em 2011, com 1.940.543 unidades comercializadas, enquanto 2008 aparece em terceiro lugar, com 1.925.558 motocicletas.
As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (15) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Para o presidente da entidade, Marcos Bento, o bom desempenho do setor está diretamente ligado à crescente procura por veículos de duas rodas. “A mobilidade urbana e o uso profissional seguem como os principais vetores dessa demanda”, ressalta.

Em 2025, a produção nacional alcançou 1.980.538 motocicletas nas fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus, número 13,3% superior ao apurado em 2024. O resultado representa o melhor desempenho do setor desde 2011 e configura o terceiro maior volume já registrado pela indústria motociclística brasileira desde 2003.
O comércio exterior também apresentou avanço significativo. As exportações totalizaram 43.117 unidades em 2025, crescimento de 39,1% em relação ao ano anterior.
Perspectivas para 2026
Para 2026, a Abraciclo projeta a fabricação de cerca de 2,07 milhões de motocicletas, o que representa alta de 4,5% na comparação com as 1.980.538 unidades produzidas em 2025.
A expectativa para o mercado interno é de vendas de aproximadamente 2,3 milhões de motocicletas neste ano, avanço de 4,6% frente às 2.197.851 unidades comercializadas em 2025.
As exportações também devem seguir em trajetória positiva. A estimativa da entidade é de que 45 mil motocicletas sejam enviadas ao exterior em 2026, o que corresponde a um crescimento de 4,4% sobre o volume embarcado no ano passado. Segundo Marcos Bento, os números reforçam a solidez do setor no país. “As projeções confirmam o crescimento sustentável da indústria e evidenciam a importância estratégica do Polo Industrial de Manaus, maior centro produtor de motocicletas fora da Ásia”, conclui.
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