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Professora de Guaraciaba do Norte receberá título de Embaixadora da Cultura Afro-Brasileira

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Foto: Dreamtime

A professora Antônia Helenilda da Silva, com mais de duas décadas dedicadas à educação, será reconhecida com o título de embaixadora da cultura afro-brasileira. Natural do município de Ipu e atuando há 29 anos em Guaraciaba do Norte, a docente é graduada em pedagogia, geografia, ciências sociais, além de especializações voltadas ao ensino e atualmente fazendo uma especialização em educação antirracista, construiu uma carreira marcada pelo compromisso de contribuir com a valorização da diversidade e do combate ao racismo dentro da escola.

O trabalho da professora com a temática afro-brasileira teve início em 2008, após participar de uma capacitação sobre o projeto da cultura afro. Desde então, ela passou a desenvolver projetos voltados para o ensino da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas. “Tudo começou assim, com uma questão de identidade”, relembra. Ao longo dos anos, a professora aprimorou sua formação, participando de conferências e engajada em movimentos sociais, fortalecendo sua prática pedagógica e política.

Além da sala de aula, Helenilda também atua como agente cultural, promovendo ações como rodas de conversa, palestras e projetos que envolvem comunidades tradicionais. Para a docente, o enfrentamento ao racismo exige consciência e ação contínua: “Enfrentar esses vários tipos de racismo tem que ser um ato político. Por isso é importante o conhecimento, por isso é importante não deixar em momento algum,de buscar um curso, de trazer curso. Disse.

O título de embaixadora da Cultura Afro-Brasileira foi concedido à professora pela primeira Universidade de Capoeira do Brasil, segundo Helenilda, o momento é de gratidão por esse reconhecimento “Foram muitas mãos, muitos caminhos, e eu sei da minha resistência. Temos que desconstruir essa cultura racista, infame, que é um câncer na nossa sociedade. E vamos, depois dessa desconstrução, construir com base na equidade, para a gente chegar na justiça social”. Conclui.