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Projeto da UFC fortalece combate à violência de gênero 

Além do combate à violência de gênero, a iniciativa da Universidade visa ampliar a cidadania digital das mulheres - (Foto: UFC Informa)
Além do combate à violência de gênero, a iniciativa da Universidade visa ampliar a cidadania digital das mulheres – (Foto: UFC Informa)

Intitulado de “Arretadas em Rede – Livres de Misoginia”, a iniciativa da Universidade Federal do Ceará busca enfrentar a violência de gênero, ampliar o letramento digital e fortalecer a atuação de mulheres em espaços de liderança. O lançamento oficial deste projeto de extensão ocorrerá no próximo dia 8 de junho, no auditório da Reitoria da instituição, em Fortaleza.

A proposta foi criada para capacitar mulheres diante de desafios cada vez mais presentes nas redes sociais e nos meios digitais, como discursos de ódio, assédio virtual, ataques misóginos, exposição indevida de dados pessoais e outras formas de violência online. Além disso, o projeto pretende incentivar a formação de redes de apoio e proteção entre as participantes.

Com duração prevista até dezembro de 2026, o programa será desenvolvido por meio de cursos e atividades formativas divididos em quatro módulos: 

  • Feminismo e Violência Política Interseccional;
  • Misoginia Digital Interseccional;
  • Comunicação Feminista;
  • e Autodefesa Digital Feminista.

Nesta última etapa, as participantes terão acesso a ferramentas e estratégias para se proteger de ataques virtuais, vazamento de informações pessoais e outras ameaças presentes no ambiente digital.

Combate à violência de gênero 

O projeto é coordenado por professoras da UFC e da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Fundação Cetrede e o Ministério das Mulheres. A iniciativa conta com recursos oriundos de emenda parlamentar e pretende criar um ambiente permanente de capacitação e suporte social para mulheres de diferentes segmentos da sociedade.

Entre os públicos prioritários estão lideranças comunitárias femininas, estudantes universitárias, assessoras parlamentares, servidoras da área de segurança pública e mulheres privadas de liberdade. 

Apesar do foco nesses grupos, a participação será aberta ao público em geral. As atividades ocorrerão em formato híbrido, com previsão inicial de atendimento a cerca de 200 participantes entre as modalidades presencial e remota. Posteriormente, o conteúdo deverá ser disponibilizado para um público ainda maior.

Segundo a professora Priscila Aquino, uma das coordenadoras da iniciativa, o objetivo é preparar as participantes para identificar situações de violência e agir coletivamente diante desses casos. “O projeto visa formar essas mulheres para que elas consigam identificar os casos de ódio, combater e se articular, enquanto  rede feminina de combate à misoginia, principalmente nas redes sociais”, destacou.

A expectativa é que o projeto contribua para ampliar o conhecimento sobre direitos das mulheres, fortalecer a cidadania digital e estimular uma participação mais segura e ativa nos espaços públicos e virtuais.

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