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Projeto de extração de quartzito é apresentado em Massapê

A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) presidiu, nesta quarta-feira (7), a audiência pública de apresentação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do empreendimento da Gramazini Mineração, voltado à extração de rocha ornamental (quartzito), no município de Massapê, na região Norte do Ceará.

O encontro ocorreu na Escola de Educação Infantil Franklin Júnior de Souza, na comunidade Pau Branco, zona rural do município, e integrou o processo de licenciamento ambiental conduzido pela Semace. A iniciativa teve como objetivo garantir transparência, participação social e diálogo com a população local sobre os impactos e benefícios previstos com a implantação do empreendimento.

Foto: Reprodução

A audiência foi presidida pelo gerente de Controle Ambiental da Semace, Wasley Pinheiro. Durante a apresentação, foram detalhados os principais aspectos técnicos do projeto, que prevê a ampliação das atividades de mineração em áreas localizadas nas localidades de Vassouras e Pico do Aiuá. Ao todo, 296 hectares deverão ser licenciados, dentro de um conjunto maior de áreas tituladas junto à Agência Nacional de Mineração (ANM).

O empreendimento é voltado à lavra de quartzito para fins ornamentais, material amplamente utilizado na construção civil e no setor de rochas decorativas. A extração será realizada por meio de lavra a céu aberto, com uso da tecnologia de corte com fio diamantado, método que reduz vibrações, ruídos e a geração de material particulado. O estudo também prevê o aproveitamento complementar de mineralizações de lítio, sem beneficiamento no local.

Conforme o EIA/Rima, a produção de quartzito será ampliada de forma gradual nos primeiros anos de operação. A estimativa inicial é de cerca de 4,7 mil toneladas por ano, podendo alcançar aproximadamente 35,7 mil toneladas anuais no quinto ano de atividade. Os blocos extraídos serão transportados para unidades externas de beneficiamento.

O projeto prevê investimento estimado de R$ 3,78 milhões na fase de ampliação, com recursos destinados à aquisição de equipamentos, veículos, infraestrutura operacional e realização de estudos ambientais. O empreendimento também apresenta potencial para a geração de empregos diretos e indiretos, com prioridade para a contratação de mão de obra local, contribuindo para o fortalecimento da economia do município e da região.

“Todo empreendimento gera impactos, e o licenciamento ambiental existe para garantir que esses efeitos sejam mitigados ou compensados, sempre com avaliação técnica da Semace e participação da comunidade”, ressaltou o gerente de Controle Ambiental da Semace, Wasley Pinheiro.

As contribuições e manifestações apresentadas pela população durante a audiência foram registradas e passarão a integrar a análise técnica do processo de licenciamento. A Semace destacou que a audiência pública é uma etapa fundamental para assegurar a participação da sociedade e subsidiar as decisões técnicas com base em critérios ambientais, sociais e legais.

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