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Projeto leva tecnologia ao campo e impulsiona culturas de alto valor no Ceará

Mais de 600 famílias de agricultores no Ceará foram beneficiadas por um projeto voltado à modernização da produção rural. A iniciativa é desenvolvida pelo Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) e a Agência de Desenvolvimento Agropecuário do Ceará (Adagri), e tem como objetivo ampliar a produtividade e a viabilidade econômica das propriedades agrícolas.

O projeto estimula o cultivo de espécies com maior valorização comercial, como cacau, açaí e mirtilo, além de promover melhorias em culturas tradicionais, a exemplo de caju, café e acerola, por meio da aplicação de técnicas de manejo e inovação. De acordo com o assistente técnico da Secretaria Executiva do Agronegócio da SDE, José Aguiar Beltão Jr., a proposta inclui a implementação de soluções tecnológicas adaptadas às condições de cada região, com foco na eficiência produtiva e na sustentabilidade das atividades.

“Nosso trabalho não é só introduzir novas culturas: é levar soluções tecnológicas e processo mais eficientes que otimizem a produção e garantam a viabilidade econômica da atividade na região. Nesse sentido, trabalhamos também culturas tradicionais com soluções tecnológicas para produção”, explica.

Projeto leva tecnologia ao campo e impulsiona culturas de alto valor no Ceará
Foto: Ascom Centec

No cultivo do cacau, uma das estratégias adotadas é o sistema de consórcio, em que a cultura é plantada junto a outras espécies que garantem sombreamento, o que contribui para o melhor aproveitamento da área. Na produção de caju, técnicas de poda e nutrição têm sido utilizadas para antecipar a safra, tradicionalmente concentrada entre setembro e novembro, para o mês de junho.

A medida permite reduzir os impactos da sazonalidade e aumentar o valor de comercialização, que pode ser até quatro vezes maior fora do período de maior oferta. Para viabilizar a difusão das tecnologias, foram implantadas 12 Unidades Demonstrativas (UDs) em diferentes regiões do estado. Os espaços são utilizados para capacitação de produtores e técnicos, com a realização de treinamentos e atividades práticas de campo.

Segundo a SDE, as ações têm registrado adesão de agricultores e de instituições de assistência técnica, o que deve ampliar o alcance das práticas voltadas às culturas de alto valor agregado. Além das atividades de capacitação, o projeto inclui a divulgação das experiências em feiras e eventos do setor e a manutenção do status sanitário do Ceará como área livre de pragas e de febre aftosa. O controle é realizado pela Adagri, que atua na gestão de 11 barreiras fitossanitárias.

O presidente do Centec, Acrísio Sena, afirmou que o uso de tecnologia no campo contribui para aumentar a produtividade e fortalecer o desenvolvimento econômico e social do estado. “Conhecimento é investimento. A agricultura cearense não precisa somente aguardar São José e a providência divina trazer chuva para poder plantar. Colocar tecnologia no campo ajuda o produtor a ter produtividade com autossustentação e eleva o Ceará a outro patamar de desenvolvimento econômico e social”, comenta.

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