Proprietários e representantes de bares e restaurantes de Fortaleza realizaram protestos na manhã desta quinta-feira (04/02) contra as medidas adotadas pelo o novo decreto municipal, que restringe o horário de funcionamento dos estabelecimentos até o dia 17 de fevereiro. Atualmente, atividades econômicas consideradas não essenciais só podem funcionar até às 20h durante a semana, e estabelecimentos de alimentação fora do lar, até às 15h nos finais de semana.

A manifestação ocorreu em frente a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (ALCE), no cruzamento entre a avenidas Pontes Vieira e a rua Barbosa de Freitas. Além de empresários, fizeram parte do movimento trabalhadores ambulantes, músicos, garçons, cozinheiros, bartenders, entre outro trabalhadores que atuam em restaurantes na Capital.

Uma das principais reivindicações da categoria é para que o novo decreto seja revisado e, que os estabelecimentos possam funcionar novamente até às 23h. Para Leonardo Monte, proprietário do Chopp do Bixiga, tradicional restaurante de Fortaleza, o único setor do entretenimento que está sendo realmente prejudicado é o setor que funciona no período da noite. “A gente não consegue trabalhar à noite. Com esse novo decreto para fechar aos finais de semana às 15h vai quebrar todos os bares e casas noturnas. Vai ser muito difícil alguém sobreviver”, expõe.
Já para os músicos Iara Pâmela e Rick Allen, a categoria não está em busca de auxílios, buscam apenas o direito de trabalhar. “É lamentável essa situação, temos vários pais de famílias passando fome, porque a única coisa que a gente faz da vida é pelo trabalho que nós realizamos com a música e nós não podemos ficar sem trabalhar”, finaliza Rick.
Os protestos foram organizados pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e estima-se que cerca de mil trabalhadores estiveram no local.
Momentos da manifestação


