
O Ceará concluiu a primeira metade do mês de março neste domingo, 15, com um panorama de “duas faces” em seu regime hídrico. Regiões como o Alto Jaguaribe e a Ibiapaba apresentam bons acumulados, enquanto bacias estratégicas enfrentam um começo de quadra chuvosa mais discreto.
O volume total acumulado no estado é menor que o observado no mesmo período de 2025, reflexo de uma pré-estação (dezembro e janeiro) mais seca. Confira dados de cada bacia hidrográfica abaixo, conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
Apenas neste domingo, 47 municípios cearenses registraram precipitações. Destes, Forquilha e Icapuí foram os únicos a observar volumes acima de 50 milímetros (mm), enquanto a capital cearense registrou 18,8 mm de chuva.
Açudes no Ceará: 14 estão sangrando, contra 29 em 2025
Até 11h09min deste domingo, o Ceará registrou 14 açudes sangrando — uma aceleração nas últimas duas semanas, visto que em 5 de março eram apenas sete. Além disso, há três reservatórios com volume superior a 90%, segundo o Portal Hidrológico. No entanto, o comparativo anual exige cautela:
Em 15 de março de 2026, são 14 açudes sangrando. O volume total do estado gira em torno de 42,22% (aprox. 7,75 bilhões de m³);Em 15 de março de 2025, o Ceará possuía um volume maior, cerca de 48,52% (8,9 bilhões de m³), com 29 açudes sangrando.
Essa diferença de um bilhão de metros cúbicos (m³) a menos em relação ao ano passado é explicada pelo déficit de chuvas em janeiro de 2026, que ficou 30% abaixo da média, ao contrário do início de 2025, excepcionalmente chuvoso.
Quadra chuvosa no Ceará: dentro do esperado?
Conforme parâmetros da Funceme, a média histórica para o mês de março é de 206,5 mm. A orientação técnica indica que, ao chegar no dia 15, o ideal seria ter atingido aproximadamente 172,3 mm para considerar o mês “dentro da média”.Até agora, o Estado registrou 104,6 mm — ou seja, abaixo da média. Os dados foram extraídos do Calendário de Chuvas às 12h34min de domingo.
Apesar de todas as regiões hidrográficas estarem abaixo do índice médio, o Alto Jaguaribe, o Litoral, a Ibiapaba e Crateús têm conseguido manter uma regularidade que os aproxima da metade da meta.Já o Baixo e Médio Jaguaribe e as bacias Metropolitana e do Curu enfrentam dificuldades. Nessas regiões, as chuvas têm sido muito irregulares, o que acende o alerta para o setor agropecuário e para a recarga de pequenos reservatórios.
O que esperar no resto de março?
O prognóstico oficial da Funceme para o trimestre março–maio indica 40% de probabilidade de chuvas em torno da média e 40% abaixo da média. Na prática, o que foi observado em 15 de março é uma irregularidade espacial.Mesmo que o número final de milímetros do estado pareça “normal”, ele esconde estiagens localizadas em bacias produtivas como a do Jaguaribe.
À população, resta aguardar as chuvas da segunda quinzena de março, historicamente mais intensas devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principalmente após o Dia de São José.
Clima no Ceará: previsão do tempo para próximos dias
Para início da terceira semana de março, o cearense deve encontrar um cenário de nebulosidade variável, influenciado por fatores locais, como a combinação de altas temperaturas e umidade. Além, claro, da proximidade da ZCIT, principal sistema responsável pelas chuvas nesta época.Previsão da Funceme aponta para aumento na cobertura de nuvens a partir desta segunda, 16, com destaque para o Centro-Sul do Estado, onde deve haver mais precipitação nos períodos vespertino e noturno.Nas demais regiões, as chuvas devem ocorrer de forma isolada. Em Fortaleza e na Região Metropolitana, o padrão para segunda e terça, 17, deve ser de céu nublado a parcialmente nublado, com precipitações rápidas e moderadas mais prováveis nos períodos da madrugada e manhã.
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