
Moradores de municípios litorâneos do interior do Estado procuraram à produção do “A Notícia do Ceará” para solicitar esclarecimentos quanto ao atraso no repasse de um benefício que é pago todos os anos a pescadores artesanais: o Seguro Defeso. O dinheiro é referente ao período em que os jangadeiros paralisam a pesca da lagosta para a reprodução da espécie.
Em contato com o Ministério da Economia, a assessoria do órgão esclareceu que os motivos do atraso não têm ligação com os presidentes das Colônias – espécie de sindicato da categoria – como estava sendo especulado. O impasse está ocorrendo por conta da redução do quadro de funcionários no INSS. Como a análise documental é feita detalhadamente, a quantidade de profissionais não está sendo suficiente para dar conta da extensa demanda.
Os detalhes foram levados ao programa “A Notícia do Ceará” deste sábado (12/06). Assista:
No entanto, independente da demora, o órgão esclareceu que todos os pescadores artesanais que estiverem dentro da regularidade receberão o benefício. Só em Fortaleza, que abrange a Colônia Z-8, 1.900 processos ainda estão em análise. Até o momento, somente 4.270 pagamentos foram efetuados na capital cearense.
A assessoria do INSS informou que o pescador pode acessar os canais do instituto para saber sobre o andamento do seu benefício, através do aplicativo “Meu INSS” ou pelo telefone 135.
Recesso

O período de defeso compreende os cinco primeiros meses do ano. Com isso, os pescadores recebem cinco parcelas no valor de um salário mínimo. O novo período da pesca da lagosta teve início no dia 1º de junho. Apesar dos esclarecimentos do instituto, é certo de que os jangadeiros já deveriam ter recebido o benefício desde o início de 2021.


