
O ex-governador e candidato ao Senado Federal, Camilo Santana (PT), participou de entrevista no O Povo onde foi questionado sobre a escolha de Roberto Cláudio (PDT) para as eleições do Governo do Estado. Ao ser perguntado pelo motivo do PT não ter escolhido uma mulher para as eleições governamentais, já que o partido acusou o PDT de machismo por não indicar a governadora Izolda Cela (PDT), Santana negou que a revolta da sigla foi baseada em gênero.
“É bom as pessoas entenderem que não é pelo fato da Izolda ser mulher. A Izolda é a governadora do Estado do Ceará, sentada na cadeira pelo PDT com direito à reeleição. Qual a justificativa de você tirar o direito de uma mulher, sentada na cadeira, com todos os partidos aliados? Essa é a questão, não é o fato de ser homem ou mulher”, afirma.
Os comentários foram feitos em resposta aos questionamentos de Capitão Wagner (União Brasil). Nas convenções do seu partido e do PL, o candidato ao Governo do Estado insinuou que na chapa dos concorrentes não havia nenhuma mulher, enquanto promovia Kamila Cardoso para a candidatura ao Senado. Os eventos antecederam a escolha de Jade Romero para vice de Elmano e de Érika Amorim para o Senado na chapa de Roberto Cláudio.
“O vice do Capitão é um homem, o vice do Roberto Cláudio é um homem. […] Nós queríamos uma mulher, metade da população cearense é mulher. O única candidato que tem uma mulher como vice é o Elmano”, afirma.


