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Queda no preço de frutas e hortaliças marca início de 2026

Quatro das cinco frutas mais comercializadas nos principais mercados atacadistas brasileiros apresentaram queda de preços em janeiro na comparação com dezembro. Os dados constam no 2º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta quarta-feira (25/02) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o levantamento, banana, laranja, mamão e melancia registraram redução na média ponderada de preços no período analisado. Entre os legumes, batata e cebola também acompanharam o movimento de diminuição nas cotações.

Queda no preço de frutas e hortaliças marca início de 2026
Foto: Thiara Montefusco

A melancia apresentou a maior queda entre os produtos analisados, com retração de 29,96% na média ponderada. Mesmo diante de limitações na oferta, a diminuição dos preços foi influenciada principalmente pela menor demanda, com destaque para a Central de Abastecimento do Rio de Janeiro.

No caso do mamão, os preços caíram 11,04%, reflexo do aumento da oferta no mercado. O crescimento da produção da variedade papaya, oriunda do norte do Espírito Santo, e do mamão formosa produzido no sul da Bahia contribuiu para ampliar a disponibilidade da fruta nos entrepostos.

A banana também registrou recuo nas cotações, com queda média de 8,99%. O resultado foi impactado pela maior oferta da variedade nanica, favorecida pelas temperaturas elevadas e pelo regime regular de chuvas, condições que aceleraram o amadurecimento e melhoraram o enchimento dos cachos.

Para a laranja, as variações foram moderadas, mas predominou a tendência de baixa, resultando em redução média de 4,83%. Entre os legumes, a batata apresentou diminuição de 11,75% na média ponderada de preços. O desempenho é atribuído à maior disponibilidade do produto no mercado, impulsionada pela safra das águas, que reforçou o abastecimento nacional. Já a cebola teve retração de 11,01%, movimento considerado atípico para o período e relacionado ao crescimento de 115% da oferta proveniente de Santa Catarina em relação a dezembro de 2025.

Altas registradas

Em sentido contrário, alface, cenoura, tomate e maçã apresentaram aumento nos preços em janeiro. A alface liderou as altas, com elevação de 36,56%, consequência das chuvas nas regiões produtoras. O excesso de precipitações dificultou a colheita, provocou perdas no campo, reduziu a qualidade da hortaliça e limitou novos plantios, afetando a oferta nas semanas seguintes.

Queda no preço de frutas e hortaliças marca início de 2026
Foto: Reprodução

A cenoura acumulou alta de 8,55% na média ponderada entre as Centrais de Abastecimento (Ceasas), associada à redução de 9% na oferta da raiz. Apesar da elevação mensal, os preços permanecem abaixo dos registrados em janeiro de 2025.

O tomate teve aumento médio de 9,46%, influenciado pela diminuição das áreas com frutos em ponto de colheita, o que reduziu o volume comercializado e pressionou as cotações na maior parte dos mercados atacadistas. Já a maçã apresentou valorização de 7,75%, reflexo da menor disponibilidade da fruta nos mercados.

Exportações

No mercado externo, o Brasil exportou 98,44 milhões de toneladas de frutas em janeiro de 2026, volume 12% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Apesar da retração no embarque, o faturamento alcançou US$ 112 milhões, resultado 4,4% superior ao observado em janeiro de 2025, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Mesmo com a redução mensal nas exportações de produtos como melão, limão, uva e melancia, o setor iniciou o ano mantendo bom desempenho comercial. O destaque vai para as vendas destinadas aos mercados europeu e asiático, após resultados recordes alcançados em 2025.

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