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Realocação da usina de dessalinização gera desapropriações

Com a realocação da usina de dessalinização, em Fortaleza, imóveis precisarão ser desapropriados, inclusive uma areninha local. O projeto fica localizado na Praia do Futuro, mas precisou sofrer uma leve alteração, se mudando para um quilômetro a frente do local original. A medida foi adotada para proteger os cabos submarinos de fibra ótica, que suportam 99% do tráfego de dados no Brasil.

De acordo com o novo plano, cerca de 120 famílias precisarão ser removidas da região para permitir a construção da nova usina. Inicialmente, o investimento é de R$ 518 milhões e as obras estão previstas para começar em 2025.

Realocação da usina de dessalinização gera desapropriações
Foto: Divulgação/Cagece

A escolha de uma nova localização foi fruto de negociações entre os governos Estadual e Federal, contando com o apoio de diversos órgãos reguladores e institucionais. Segundo Vicente Aquino, conselheiro da Anatel, “a mudança atende às necessidades de todos os envolvidos na construção da usina, na manutenção dos cabos submarinos e, consequentemente, na internet”.

Dessa forma, para que o equipamento seja instalado no novo local, serão necessárias várias ações burocráticas, incluindo o alargamento da área pela Superintendência do Patrimônio da União, a transferência das famílias afetadas, a realocação e revitalização da areninha, além de autorizações da Marinha e adequações de licenças e regulamentos.

Nesse cenário, o Governo Estadual tem o prazo de quatro meses para concluir os ajustes necessários. Essas mudanças serão submetidas à análise da CEMASC.

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