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Reconstrução do rosto de Bárbara de Alencar causa polêmica em Campos Sales

A presença do Instituto Cultural do Cariri no município de Campos Sales (a 485km de Fortaleza) causou um princípio de confusão. Através de uma ação discreta e com a permissão de líderes religiosos, os membros do instituto tinham o objetivo de reconhecer e construir o rosto de Bárbara de Alencar, considerada a primeira presa política do Brasil e morta em 1832.

Seu corpo foi sepultado no município de Campos Sales e se encontra, mais precisamente, no Distrito de Itaguá, onde moradores da região teriam impedido uma suposta exumação e traslado dos restos mortais de Bárbara.

Os detalhes na matéria do correspondente Chagas Sousa.

Ouça:

Quem foi Bárbara de Alencar?

Bárbara Pereira de Alencar nasceu no dia 11 de fevereiro de 1760 em Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Exu, sertão de Pernambuco, na Fazenda Caiçara — pertencente ao patriarca da família Alencar, o português Leonel Alencar Rego, seu avô. Adolescente, Bárbara se mudou para a então vila do Crato, no Ceará, casando-se com o comerciante português José Gonçalves do Santos.

A heroína republicana era mãe dos também revolucionários José Martiniano Pereira de Alencar e Tristão Gonçalves e avó do escritor José de Alencar, além de quinta avó do escritor Paulo Coelho.

No contexto da Revolução Pernambucana de 1817, foi presa e torturada numa das celas da Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção. É considerada, portanto, a primeira prisioneira política da História do Brasil.

Morreu depois de várias peregrinações em fuga da perseguição política em 1832 na cidade piauiense de Fronteiras, mas foi sepultada em Campos Sales, no Ceará. Seu túmulo está em processo de tombamento. 

 

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