Em março, vinte e cinco fósseis de insetos retirados ilegalmente da região da Chapada do Araripe, no Ceará, e levados para o Reino Unido, foram repatriados ao Brasil. O material, datado de aproximadamente 100 milhões de anos, foi traficado clandestinamente e chegou a ser anunciado ilegalmente em um site especializado na venda de rochas e fósseis.
Conforme o Ministério Público Federal (MPF), as peças chegaram em Brasília na última semana. O destino dos fósseis será o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri. A instituição é vinculada à Universidade Regional do Cariri e abriga o acervo paleontológico da região. Após a conclusão de estudos, o objetivo é que os fósseis fiquem expostos no museu.
A repatriação dos fósseis aconteceu com atuação do MPF. O órgão recebeu a denúncia feita por uma pesquisadora em fevereiro de 2023. Após certificação da origem brasileira dos fósseis com base em laudos paleontológicos, o pedido de devolução foi feito após conclusão da investigação aberta pelo procurador da República Rafael Ribeiro Rayol.
No laudo técnico, foi possível identificar a presença da pedra cariri nos fósseis. O material é típico da Formação Crato. Também foi identificado que elas passaram por um processo de preparação para que os fósseis fossem vendidos por valores mais altos no mercado de colecionadores.
De acordo com o MPF, o órgão continuará a investigação para tentar identificar os responsáveis por extrair ilegalmente o patrimônio público. Desde 2022, mais de mil fósseis de animais e plantas da Chapada do Araripe e levados para a Europa já foram repatriados pelo Ministério Público.
Acompanhe mais notícias da Rede ANC através do Instagram, Spotify ou da Rádio ANC.