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Relator diz que Alcolumbre não vai prorrogar CPI do Crime Organizado


Alessandro Vieira detalha próximos passos da CPI e confirma entrega do relatório final no dia 14 | Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, criticou duramente a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de não prorrogar os trabalhos da comissão. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (7), Vieira classificou a medida como um “desserviço à nação” e afirmou que ainda havia um volume significativo de informações a serem analisadas.

Segundo o parlamentar, o pedido de prorrogação foi apresentado com todos os requisitos constitucionais e regimentais, mas acabou rejeitado sob a justificativa de que o país vive um ano eleitoral. Vieira contestou o argumento e destacou que a CPI trata de temas relevantes que não poderiam ser interrompidos.

Apesar do impasse, o relator confirmou que o colegiado deve apresentar e votar o relatório final no próximo dia 14 de abril. A expectativa é consolidar o máximo possível de informações coletadas ao longo da investigação, que inclui quebras de sigilo e análise de dados sensíveis.

Investigação e novos desdobramentos

Vieira também apontou dificuldades no andamento das apurações, como o envio incompleto de dados por órgãos públicos, o que teria prejudicado o aprofundamento das investigações. Ainda assim, ressaltou que a CPI reuniu um volume expressivo de documentos que serão detalhados no relatório.

O senador afirmou que já houve judicialização para a instalação de uma nova CPI específica para investigar o caso envolvendo o Banco Master. Segundo ele, também há a possibilidade de uma comissão voltada a apurar eventuais relações entre o caso e integrantes do Supremo Tribunal Federal.

Clima e tensão

Durante a entrevista, o relator indicou que as investigações avançaram sobre temas sensíveis, incluindo possíveis conexões entre agentes públicos e organizações criminosas, o que teria gerado reações e aumentado a tensão entre os Poderes.

Vieira também destacou que, na avaliação dele, investigações envolvendo figuras poderosas enfrentam mais obstáculos no Brasil. Ainda assim, afirmou que o trabalho da CPI avançou como poucas comissões anteriores e que seguirá buscando responsabilizações dentro dos limites legais.

Além da entrega do relatório final, a CPI deve ouvir autoridades nos próximos dias, incluindo o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, em depoimento previsto para a manhã do dia 14.

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