
Não é novidade para ninguém que havia uma expectativa enorme em torno de um possível domínio dos carros da Mercedes para as primeiras práticas do Grande Prêmio de Fórmula 1 da Austrália, em Melbourne, que terá largada à 1h deste domingo (08) – Horário de Brasília – , e o que se viu, sobretudo na classificação, foi que elas têm maior controle do novo conjunto de propulsores (esse ano a categoria ussa o conjunto de motores elétricos e um motor à combustão com potência dividida em 50% para cada tipo de energia) e, consequentemente, um carro mais afinado, nesse momento, que as demais.
A prova disso foram os tempos marcados pelos dois competidores da escuderia germânica, os únicos a andar na casa de um minuto e 18 segundos. O britânico George Russell cravou a pole com 1min 18.518s e o italiano Kimi Antonelli, que sofrera um acidente no terceiro treino livre, ficou em segundo com 1min18.811s. Na terceira colocação ficou o francês da Red Bull, Isack Hadjar, com os propulsores Ford na marca de 1min19.303s, sete décimos atrás de Russell.
A diferença entre a pole registrada em 2025, marcada pelo Lando Norris, é enorme, chega a quase três segundos. Na ocasião, ele fez o tempo de 1min15.090s e venceu a corrida. Para essa prova, vai largar em sexto ao concluir sua melhor volta em 1min19.475s.

Esperou-se muito dos pilotos da Ferrari, que andaram bem nos treinos livres. Eles foram os únicos a usar um jogo de pneus médios no Q1 (primeira parte da classificação), com o objetivo de poupar um jogo adicional de pneus macios, no entanto, ficaram, respectivamente, em quarto (Charles Leclerc) e sétimo (Lewis Hamilton).
A grande decepção foi a batida, no Q1 do tetracampeão Max Verstappen, que vai largar da 20ª posição do grid.
Os carros da Audi, a grande estreia esperada, já que os Cadilac sabia-se da limitação, andaram bem. O brasileiro Gabriel Bortoleto vai largar em décimo, enquanto Nico Hülkenberg, em décimo primeiro. O problema aí que eu grifo é a diferença de tempo dos carros das argolas unidas.
Bortoleto não marcou tempo no Q3, poupou pneu, sabia da limitação de tempo, visto que a melhor volta de seu colega de escuderia foi de 1min20.303s, quase dois segundos a mais que o tempo de Russel, uma grande distância para uma categoria dita “a maior categoria do automobilismo” e se comparando às diferenças do ano anterior.
As condições meteorológicas para domingo mostram-se melhores do que as de sábado, com sol firme durante todo o domingo, temperaturas subindo um pouco mais. A previsão é de cerca de 26 graus à tarde, na hora da prova. O que pode oferecer uma corrida com alternativas diferentes em Albert Park.
Confira o grid de largada para GP da Austrália da F1:
1) George Russell (Mercedes), 1’18.518
2) Kimi Antonelli (Mercedes), 1’18.811
3) Isack Hadjar (Red Bull/Red Bull Ford), 1’19.303
4) Charles Leclerc (Ferrari), 1’19.327
5) Oscar Piastri (McLaren/Mercedes), 1’19.380
6) Lando Norris (McLaren/Mercedes), 1’19.475
7) Lewis Hamilton (Ferrari), 1’19.478
8) Liam Lawson (Racing Bulls/Red Bull Ford), 1’19.994
9) Arvid Lindblad (Racing Bulls/Red Bull Ford), 1’21.247
10) Gabriel Bortoleto (Audi), s/tempo
11) Nico Hülkenberg (Audi), 1’20.303
12) Oliver Bearman (Haas/Ferrari), 1’20.311
13) Esteban Ocon (Haas/Ferrari), 1’20.491
14) Pierre Gasly (Alpine/Mercedes), 1’20.501
15) Alexander Albon (Williams/Mercedes), 1’20.941
16) Franco Colapinto (Alpine/Mercedes), 1’21.270
17) Fernando Alonso (Aston Martin/Honda), 1’21.969
18) Sergio Pérez (Cadillac/Ferrari), 1’22.605
19) Valtteri Bottas (Cadillac/Ferrari), 1’23.244
20) Max Verstappen (Red Bull/Red Bull Ford), s/tempo
21) Carlos Sainz (Williams/Mercedes), s/tempo
22) Lance Stroll (Aston Martin/Honda), s/tempo
Texto: Robério Lessa.
Fotos: Pirelli Motorsport.

