
Com a chegada dos períodos mais quentes, é comum o crescimento dos casos de diarreia, popularmente chamada de “virose da mosca52. A infecção ocorre principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados, que podem ser infectados por moscas ao pousarem em superfícies sujas e, em seguida, nos alimentos. Segundo o clínico geral Alex Mont’Alverne, “as moscas podem transportar vírus, bactérias e parasitas ao pousarem em superfícies sujas e depois nos alimentos”.
A diarreia aguda, também conhecida como DDA, ocorre quando há três ou mais episódios de evacuação em até 24 horas. Crianças e idosos estão entre os grupos mais suscetíveis, pois o principal risco é a desidratação.
“O tratamento mais importante é hidratar. E estando vomitando, a pessoa não consegue tomar bastante líquido. Pudendo hidratar, fazer uma hidratação proporcional à quantidade de evacuações. Então, a cada evacuação, pelo menos um copo cheio d’água, misturando com bebidas isotônicas, água de coco, ou com um soro caseiro, um soro mesmo comprado em farmácia”, orienta Mont’Alverne.
O paciente Greisson Moura relatou sua vivência com a doença: “Fui só hoje, no quarto dia, mas aconselho as pessoas aí no segundo dia, que foi o que o médico falou e brigou comigo. Aí me passou o probiótico, me passou bastante hidratação, que é muito importante fazer”.
Ele reforça que o acompanhamento médico deve ser buscado logo nos primeiros sinais, para evitar complicações como desidratação grave.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, quase 30 mil atendimentos foram registrados em 2025 por doenças diarreicas agudas. Para prevenir a virose, especialistas indicam cuidados simples, como lavar corretamente as mãos, higienizar bem os alimentos e consumir água tratada.
Além da hidratação, é fundamental observar sinais de alerta, que apontam a necessidade de procurar atendimento médico imediato.
O clínico geral alerta: “Se a dor for forte, se tiver febre alta ou por acaso tiver sangramento junto com as fezes, é melhor procurar uma unidade de saúde, uma UPA ou um posto de saúde, ou se a pessoa estiver muito debilitada, um hospital”.
A atenção deve ser redobrada, principalmente, com crianças e idosos, que perdem líquidos com mais rapidez e apresentam maior risco de complicações. A identificação precoce dos sintomas e a hidratação adequada são essenciais para evitar a desidratação e garantir a recuperação completa.
A orientação é clara: ao perceber diarreia persistente, vômitos frequentes, febre ou sinais de desidratação, procure imediatamente atendimento médico. O diagnóstico precoce e o tratamento correto, com hidratação e acompanhamento profissional, podem prevenir complicações graves e acelerar a recuperação.


