
A Secretaria da Saúde do Ceará promoveu o “Seminário Estadual da Tuberculose 2026”. Sediado em Fortaleza, o evento reuniu profissionais que atuam diretamente no enfrentamento da doença. Com o tema “Prevenir é o caminho da eliminação”, o encontro aconteceu na Escola de Saúde Pública do Ceará e teve como foco principal fortalecer as ações de vigilância e atenção primária nos 184 municípios cearenses.
O evento buscou qualificar o trabalho das equipes de Saúde, com ênfase na avaliação de contatos de pessoas diagnosticadas com tuberculose e na adoção de medidas preventivas. Na programação, os palestrantes destacaram a análise da Infecção Latente da Tuberculose. Nela, o paciente está infectado, mas não apresenta sintomas nem transmite a doença. Segundo os especialistas, essa condição é considerada estratégica para interromper a cadeia de transmissão.
Durante a abertura, o secretário executivo de Vigilância em Saúde, Antonio Silva Lima Neto, ressaltou a importância da integração entre diferentes áreas. “O momento é de integrar diferentes áreas da saúde para que possamos discutir a situação da tuberculose no estado e avançar nas estratégias de prevenção e controle”, afirmou.
Ações permanentes no enfrentamento à tuberculose
A iniciativa integra um conjunto de ações contínuas do Ceará voltadas à capacitação de profissionais e ao fortalecimento das políticas públicas de Saúde. O seminário reuniu representantes da vigilância epidemiológica, atenção básica, laboratórios e assistência, promovendo troca de experiências e alinhamento de estratégias para reduzir os casos da doença no Ceará.
Coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Ana Maria Cabral ressaltou a importância de a iniciativa reunir representantes de todos os municípios do Estado nesta ação que compõe o mês de combate à tuberculose.
“Esse é um momento de sensibilização e atualização dos profissionais, mas o trabalho acontece durante todo o ano, com capacitações e ações contínuas para fortalecer a vigilância e o cuidado”, pontuou.
Cenário no Ceará
No ano de 2024, o Estado registrou cerca de 4.035 casos novos da doença. Esse volume ultrapassa a média histórica da última década, que girava em torno de 3,6 mil casos por ano.
A incidência da doença no Ceará tem ficado na faixa de cerca de 40 a 42 casos por 100 mil habitantes, ou seja, entre as maiores notificações do Brasil.
Outro ponto importante é o perfil dos pacientes: a maioria dos casos ocorre em homens (mais de 60%), principalmente na faixa etária de 20 a 39 anos, além de forte concentração na Região Metropolitana de Fortaleza, que reúne a maior parte dos registros.


