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Registros de novos sindicatos caem

O fim da obrigatoriedade da contribuição sindical após a reforma trabalhista de novembro de 2017 levou a uma queda radical na quantidade de pedido de aberturas de novos sindicatos. Sem a fonte de dinheiro fácil, compulsório, oriundo do salário dos trabalhadores o negócio perdeu o sentido. Segundo dados do Ministério da Economia levantados pelo Estadão, somente 176 registros foram solicitados este ano. Normalmente, esse número chegava a 800 pedidos para criar novas entidades.
“O dado repete tendência verificada em 2018, primeiro ano cheio da reforma trabalhista, quando apenas 470 solicitações foram registradas. No ano passado, apenas 174 pedidos foram concedidos; neste ano, são 106 os que receberam o ok do ministério”, aponta a reportagem.
O fato resulta em algo positivo para o sindicalismo sério. Sem a fonte compulsória, ficam somente as entidades que realmente se dedicam a defender os interesses de trabalhadores e categorias. A CUT nasceu com esse propósito como forma de acabar com o peleguismo, mas, ao longo da década de 1990, a central que nasceu abraçada ao petismo foi abandonando a ideia.
O fim da contribuição obrigatória (o termo já é uma contradição em si. Afinal, se é contribuição não deveria ser obrigatória) já merece até apoio de dirigentes da CUT, que foram radicalmente contra a reforma trabalhista: “Do ponto de vista da CUT, criticamos a estrutura sindical brasileiro, porque o fato de o financiamento ser feito pelo imposto desobrigava as direções sindicais de buscar sócios”, afirmou ao Estadão o diretor executivo da Central, Julio Turra.
Hoje, o desconto sindical só ocorre com autorização do trabalhador. Com isso, a arrecadação do imposto caiu quase 90%, de R$ 3,64 bilhões em 2017 para R$ 500 milhões no ano passado.
Focus.jor

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