
A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) iniciou, em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), o acompanhamento da qualidade da água na Lagoa de Jijoca, localizada nos municípios de Jijoca de Jericoacoara e Cruz. A primeira coleta de amostras foi realizada nessa terça-feira (26), em pontos estratégicos definidos a partir de critérios técnicos e ambientais.
A atividade atende a uma solicitação da gestão da Área de Proteção Ambiental (APA) da Lagoa de Jijoca, unidade de conservação administrada pela Sema, e conta com o apoio técnico da Semace na etapa de coleta e análise da água. A iniciativa busca analisar as condições ambientais da lagoa, especialmente em áreas de maior uso recreativo, turístico e em locais com possíveis fontes de impacto ambiental.
Neste primeiro momento, foram recolhidas amostras em sete pontos da lagoa. A escolha dos locais considerou a presença de banhistas, o uso público da área e a necessidade de acompanhamento de possíveis fontes poluidoras.
De acordo com o gestor ambiental da Semace, Lincoln Davi, o monitoramento tem caráter específico e foi desenvolvido de forma integrada entre os órgãos ambientais.
“Esse é um monitoramento novo, uma demanda da Sema, por meio da gestão da APA da Lagoa de Jijoca. Foram definidos sete pontos de amostragem, escolhidos em conjunto pela Sema e pela Semace, com contribuições do Conselho Gestor da APA. Também foi feita uma avaliação técnica sobre a viabilidade de cada ponto”, explicou.
As amostras coletadas serão submetidas a análises laboratoriais e técnicas. Os resultados vão auxiliar o acompanhamento das condições da água e subsidiar decisões voltadas à conservação dos recursos hídricos, à proteção ambiental e ao ordenamento do uso da lagoa.
Lincoln destaca que os pontos foram definidos considerando tanto o uso da lagoa pela população e visitantes quanto aspectos ambientais relevantes para a gestão da unidade.
“Os pontos foram escolhidos com base nos locais onde os banhistas utilizam a lagoa para banho e também na identificação de possíveis fontes poluidoras. Esse levantamento é importante para orientar as ações de monitoramento e fortalecer a gestão ambiental da área”, afirmou.


