O Sindienergia – Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará vem dialogando sobre a geração de energia com as distribuidoras do setor, sociedade civil, formadores de opinião e imprensa cearense.
A instituição lembra, através do “Informe Geração Distribuída”, que a geração de energia está em risco! Também reaviva na memória das pessoas, que, desde o ano de 2012, o consumidor brasileiro pode gerar a sua própria energia a partir de fontes renováveis e economizar em sua conta de luz.
Mas, o Sindienergia frisa que isso pode mudar, caso as regras vigentes sejam revisadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Essa é a nossa preocupação”, diz Joaquim Rolim que é Coordenador do Núcleo de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, que concedeu entrevista ao Portal ANC.
Ele acrescenta que é um processo que vem em andamento desde junho do ano passado, conduzido pela própria Aneel, que vinha defendendo algumas regras: “e, agora, na fase final, que é onde se gera a minuta da nova resolução, pra valer, a partir do primeiro semestre do próximo ano, houve uma mudança brusca da defesa da Aneel, não somente para os consumidores que já instalaram, que antes a garantia era de 25 anos pra terem o direito de instalação, ou seja, usufruir desse bem”, pontua Joaquim, informando que, agora, uma mudança em relação a isso é que só garanta a proposta até 2030.
“Gerar a sua própria energia significa economia, liberdade e contribui também, para o crescimento e prosperidade do nosso estado e do Brasil”, ressalta o Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Ceará, que tem à frente, o Presidente Benildo Aguiar.
O dirigente do Sindicato complementou que a geração distribuída tem os seus atributos. “Estamos defendendo esses atributos, detalhando, avaliando como é que a Agência Nacional de Energia Elétrica calculou! Nós estamos constituindo um trabalho, muito bem constituído, junto ao sinergia e outras entidades pra argumentar” foi o que mencionou Benildo.
Qual o problema? Segundo o Sindienergia, hoje, 100% da energia que o sistema de energia solar joga na rede pode ser compensada na conta da unidade consumidora. Já as distribuidoras ressaltam que esse modelo não representa uma remuneração adequada da rede de distribuição.
A Aneel está avaliando hipóteses para diminuir o percentual de compensação de energia injetada na rede. Os índices sugeridos para possíveis compensações, inicialmente, são de 100%, 72%, 66%, 58%, 50% e 38%. Vale lembrar que essas mudanças na metodologia de compensação dos créditos irão frear ou “enterrar” o crescimento do setor. Com isso, a geração de empregos e o retorno do investimento do consumidor final ficarão mais distantes, possivelmente até inviabilizando o projeto em certas situações.
“Nós já temos uma abertura com a Aneel com quem vamos argumentar em audiência pública, no próximo dia 7, na sede da Agência em Brasília, onde vamos escrever as contribuições acreditando que nós estamos certos e que vamos conseguir reverter esse processo”, disse o Presidente do Sindienergia.


