O Ceará registrou taxa de desemprego de 7,3% no primeiro trimestre de 2026, uma das menores já observadas na série histórica para esse período, repetindo o mesmo índice verificado no primeiro trimestre de 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (14/05) pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.
De acordo com o levantamento, o número de pessoas desocupadas no estado caiu para 282 mil, o que representa uma redução de 24 mil em comparação com o mesmo trimestre de 2025. Na época, eram 306 mil cearenses em busca de trabalho.
A população ocupada chegou a 3,603 milhões de pessoas, um acréscimo de 84 mil trabalhadores em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, o nível de ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar, avançou de 46,5% para 47,6%.]

O destaque ficou para o crescimento do emprego formal no setor privado. O contingente de trabalhadores com carteira assinada passou de 940 mil para 1,037 milhão em um ano, aumento de 96 mil postos de trabalho. O resultado também supera o registrado no quarto trimestre de 2025, quando o estado contabilizava 1,035 milhão de empregados nessa condição.
“Para além da taxa de desemprego, nos alegra saber que os empregos foram gerados principalmente pelo setor privado, com carteira assinada, garantindo ao trabalhador todos os benefícios da legislação trabalhistas, ou seja, mais dignidade para quem trabalha. Esperamos continuar avançando para que cada vez mais cearenses possam garantir a sua renda,” destaca o secretário do Trabalho, Vladyson Viana.
A pesquisa também apontou aumento no rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos, que alcançou R$ 2.597 no primeiro trimestre de 2026. No mesmo período do ano anterior, o valor era de R$ 2.333.
Outro indicador que apresentou melhora foi o desalento, que reúne pessoas que desistiram de procurar emprego. O número de desalentados caiu de 294 mil para 219 mil em um ano, uma redução de 75 mil pessoas.
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