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Tradição: família e vizinhos ipuenses decoram rua há 20 anos para torcer pelo Brasil nos jogos da Copa do Mundo  

Foto: Acervo Pessoal /Emerson Farias

Há pouco mais de oito dias para o início da Copa do Mundo de 2026, em diversos locais do Brasil, é comum que os torcedores decorem casas, muros e vielas com as cores da bandeira do país para torcer pela seleção canarinho, que fará sua estréia no próximo dia 13 de junho. Embora este seja um costume antigo, a tradição nas últimas edições do mundial tem perdido um pouco de sua força, entretanto, em cidades do interior, ainda é comum que este tipo de decoração aconteça com maior frequência durante este período. 

Mantendo o costume de enfeitar as ruas de verde e amarelo, a Família Farias da cidade de Ipu, na Serra da Ibiapaba, realiza a iniciativa há 20 anos. Tudo começou na Copa de 2006, quando Adriana Magalhães deu o primeiro passo, seu sobrinho Emerson Farias aderiu ao movimento. Na copa seguinte, já em 2010, ele continuou a ajudar a tia. 

No decorrer das últimas edições do campeonato, os trabalhos foram realizados sempre com a união dos familiares, vizinhos e amigos, como relata Adriana, “mobilizamos de imediato a família, e depois, ao decorrer do tempo, os vizinhos veem nossa mobilização de estar com a rua, né, enfeitada, muitos vieram e contribuíram para que isso fosse feito”. Destacou. 

Foto: Acervo Pessoal /Emerson Farias

A idealizadora conta que o momento é sempre recheado de muita alegria e o espaço acaba virando um espaço onde outras pessoas também se contagiam com o clima dos jogos, “pra gente é um prazer muito grande fazer, porque é o momento junto, de estarmos juntos, de estarmos fazendo uma coisa não só pra gente, mas pra rua inteira e pra nossa cidade de Ipu”, relata. 

Para realizar os procedimentos de enfeite, o grupo mobiliza o trabalho em etapas. A ação demora alguns dias para ser concluída, pois exige técnicas de montagem dos materiais, pintura dos desenhos e a adoção de métodos de segurança como o fechamento da rua e os cuidados com a fiação elétrica, “A gente leva em média umas três semanas ou mais para isso acontecer. Porque a gente vira, a gente fica à madrugada, tipo, duas horas da manhã a gente vai dormir porque tem que fechar a rua para a gente poder fazer as pinturas do piso da rua”, detalhou Adriana. 

Adriana, que é ‘pé quente’, acredita que com a iniciativa, mais pessoas irão se mobilizar. Ela assegura que o momento é de união e positividade; “Eu acredito que a vizinhança na próxima vai ajudar mais, mais e mais e também sirva de exemplo pra nossa cidade, em outras ruas que as pessoas sim se mobilizem, façam, porque nós somos brasileiros, nós precisamos de pensamentos positivos, que a gente tem sim que querer sim um Brasil melhor, que os jogadores façam a parte dele, que a gente venha esse ano trazer o Hexa, porque é o que nós queremos, e rumo ao Hexa”, conclui. 

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