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Transportes puxam inflação de dezembro, que fecha o ano em 4,26%

A inflação oficial do país voltou a acelerar em dezembro e registrou alta de 0,33%, após avanço de 0,18% em novembro. Com o resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2025 com variação acumulada de 4,26%, segundo dados divulgados na última sexta-feira (09/01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O principal fator de pressão sobre os preços em dezembro foi o grupo Transportes, que apresentou variação de 0,74% e respondeu por 0,15 ponto percentual do índice do mês, representando quase metade da inflação registrada. Também tiveram altas os grupos Artigos de residência (0,64%) e Saúde e cuidados pessoais (0,52%).

Transportes puxam inflação de dezembro, que fecha o ano em 4,26%
Foto: Freepik

No segmento de transportes, os destaques foram os aumentos nas tarifas de transporte por aplicativo (13,79%) e nas passagens aéreas (12,61%), este último com o maior impacto individual no IPCA de dezembro, de 0,08 ponto percentual. Os combustíveis, que haviam registrado queda no mês anterior, subiram 0,45%, puxados principalmente pelo etanol (2,83%) e pelo gás veicular (0,22%). Em seguida, vem o aumento da gasolina (0,18%) e a queda do diesel (-0,27%).

Distribuição por grupos

A variação do IPCA por grupos em dezembro ficou distribuída da seguinte forma: Alimentação e bebidas (0,27%); Habitação (-0,33%); Artigos de residência (0,64%); Vestuário (0,45%); Transportes (0,74%); Saúde e cuidados pessoais (0,52%); Despesas pessoais (0,36%); Educação (0,08%); e Comunicação (0,37%).

No acumulado de 2025, o resultado foi influenciado principalmente pelo grupo Habitação, que avançou 3,06%, bem abaixo da variação registrada em 2024, quando havia subido 6,79%. Também contribuíram Educação (6,22%), Despesas pessoais (5,87%) e Saúde e cuidados pessoais (5,59%). Juntos, esses quatro grupos responderam por cerca de 64% da inflação do ano.

Transportes puxam inflação de dezembro, que fecha o ano em 4,26%
Foto: Guilherme Santos/Sul21

Por outro lado, o grupo alimentação e bebidas, que possui maior peso no índice, apresentou desaceleração, passando de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025. Dentro desse grupo, a alimentação no domicílio foi o principal destaque, com redução da variação anual de 8,23% para 1,43%.

Entre os subitens pesquisados pelo IBGE, a energia elétrica residencial foi o principal vilão da inflação em 2025, com impacto individual de 0,48 ponto percentual e alta acumulada de 12,31% no ano. Em seguida, aparecem os cursos regulares, com impacto de 0,29 ponto percentual e variação anual de 6,54%, além de itens como planos de saúde (6,42%), aluguel residencial (6,06%) e lanche (11,35%).

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como referência para reajustes do salário mínimo e de benefícios sociais, registrou alta de 0,21% em dezembro, acima do resultado de novembro, que havia sido de 0,03%. Em dezembro de 2024, o índice marcara 0,48%.

Com isso, o INPC encerrou 2025 com variação acumulada de 3,90%, resultado inferior aos 4,77% registrados em 2024. No ano, os produtos alimentícios tiveram alta de 2,63%, enquanto os não alimentícios avançaram 4,32%. O indicador mede a variação de preços para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos.

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