A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê um aumento de 2,6% nas vendas para o Dia das Crianças deste ano, totalizando uma movimentação de R$ 9,35 bilhões. Se essa expectativa se concretizar, o evento se consolidará como o terceiro mais importante do calendário varejista brasileiro, perdendo apenas para o Natal e o Dia das Mães em termos de volume de vendas.
O otimismo em relação ao desempenho das vendas neste ano é fundamentado em condições de consumo mais favoráveis em comparação ao ano passado. As melhorias no mercado de trabalho também desempenham um papel importante nesse cenário. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), a taxa de desemprego caiu para 6,8% no trimestre encerrado em agosto de 2024, o menor nível em mais de uma década. Além disso, a massa real de rendimentos teve um crescimento de 8,3% nos últimos 12 meses, impulsionada por uma política de valorização do salário mínimo.

Os setores que mais se beneficiarão dessa movimentação incluem vestuário e calçados, que devem representar 27% (R$ 2,56 bilhões) do volume total projetado, seguidos por eletroeletrônicos e brinquedos, com 25% (R$ 2,30 bilhões). O segmento de perfumarias e farmácias é esperado para apresentar o maior crescimento (+6,0%), com uma movimentação estimada em R$ 2,15 bilhões.
Em termos regionais, as maiores movimentações financeiras estão previstas para São Paulo (R$ 2,678 bilhões), Minas Gerais (R$ 916 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 752 milhões), que juntas devem corresponder a mais da metade (57%) do total. O Paraná destaca-se com o maior crescimento em relação a 2022, projetando um aumento de 7,4%. O Ceará, por sua vez, deve registrar uma movimentação de R$ 236 milhões.
Considerando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a CNC estima que o preço médio da cesta de 11 grupos de bens e serviços associados ao Dia das Crianças terá uma variação de 2,8% em relação ao ano anterior, apresentando uma desaceleração em relação ao aumento de 6,7% observado em 2023. Os itens que devem ter os maiores aumentos de preço incluem livros (+9,7%), chocolates (+7,2%) e sapatos infantis (+6,5%). Em contrapartida, a expectativa é que bicicletas (-4,3%), ingressos para cinemas e teatros (-3,9%) e brinquedos em geral (-2,8%) fiquem mais acessíveis.
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