
Com dramaturgia do rabino Nilton Bonder e trilha original de Carlinhos Brown, será encenado nos dias 02, 03 e 04 de dezembro, às 21h, e 05 do mesmo mês, às 19h, no palco do Theatro José de Alencar, na capital cearense, o espetáculo “Cura” da Cia. de Dança Deborah Colker.
A montagem é fruto de uma angústia pessoal da coreógrafa, da busca de uma solução para a doença genética que seu neto tem, chamada de epidermólise bolhosa. A ousadia e complexidade dos movimentos da Companhia foram comprovadas mais uma vez neste espetáculo.
A ciência e a fé fazem parte de “Cura”, que vai muito além do aspecto biográfico. Ele trata da luta para superar e aceitar nossos limites, do enfrentamento da discriminação e do preconceito. O projeto foi concebido pela coreógrafa em 2017, mas só em 2018, com a morte de Stephen Hawking, que Deborah Colker encontrou o conceito.
Embora acometido por uma doença degenerativa conhecida como ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), o cientista britânico viveu até os 76 anos e virou um dos nomes mais importantes da história da física. Foi a partir daí, que a coreógrafa percebeu que existem outras formas de cura, além das que a medicina possibilita.
“Quando foi diagnosticado, os médicos deram a Hawking três anos de vida. Ele viveu mais 50, criativos e iluminados. Entendi o que é a cura do que não tem cura”, disse a consagrada coreógrafa Deborah Colker.
“Cura” estava previsto para estrear em Londres, no ano de 2020, mas a pandemia da Covid 19 não permitiu. Esse adiamento deu ao espetáculo mais um ano de pesquisas, transformações e reflexões, vale ressaltar. “A pandemia me fez ter certeza de que não era apenas da doença física que eu queria falar. A cura que eu quero não se dá com vacina”, pontuou Deborah Colker.
O espetáculo dedicado ao neto da coreógrafa aponta que há dores mostradas no palco, mas há esperança no final. A coreógrafa revela que procurou preservar a alegria necessária à vida. Um ingrediente para isso foi a semana que passou em Moçambique durante a preparação, quando conheceu pessoas que não perdiam a vontade de viver, apesar das muitas dificuldades. “Fui procurar a cura e encontrei a alegria”, revelou.
Outro diferencial de “Cura” é que Deborah Colker incorporou ao espetáculo, referências das três religiões monoteístas e elementos de culturas africanas, indígenas e orientais. Logo no início, conta-se a história de Obaluaê, orixá das doenças e das curas.
Ficha Técnica
Criação, Coreografia e Direção: Deborah Colker
Direção Executiva: João Elias
Música: Carlinhos Brown
Direção de Arte e Cenografia: Gringo Cardia
Dramaturgia: Nilton Bonder
Figurino: Cláudia Kopke
Desenho de Luz: Maneco Quinderé
Duração 1h15 MINUTOS (sem intervalo)
*Serviço
>Quando: 02, 03, 04 e 05 de dezembro de 2021
>Onde: Theatro José de Alencar
>Endereço: Praça José de Alencar S/N – Centro
>Telefone: (85) 3101.2583 / 3101.2586
*Pelo decreto estadual, o teatro está funcionando com 80% da capacidade e ingressos vendidos por setor (sem assentos marcados).
*Classificação LIVRE
*Obrigatório
>Uso de Máscaras
>Apresentar Cartão de Vacinação
>Manter distanciamento na fila
*Valores de ingressos
>Platéia = R$ 80,00 (meia) / R$ 160,00 (inteira)
>Frisa = R$ 80,00 (meia) / R$ 160,00 (inteira)
>Balcão = R$ 80,00 (meia) / R$ 160,00 (inteira)
>Camarote = R$ 80,00 (meia) / R$ 160,00 (inteira)
>Torrinha = R$ 25,00 (meia) / R$ 50,00 (inteira)
*Vendas: (desde o dia 20/10/2021)
>Bilheteria do Theatro José de Alencar, de 14h às 18h (até sexta, 03 de dezembro) e sábado, de 14h às 17h.
>Site da Bilheteria Virtual – Vendas online ou por PIX (www.bilheteriavirtual.com.br).
>Loja na Barraca Santa Praia, de 9h às 16h (Até domingo, 03 de dezembro de 2021)
Av. Clóvis Arrais Maia, 3345 – Praia do Futuro (85 – 3879.5927 – fone e whatsapp).
*Assessoria de Imprensa: DivulgAção
*Produção local: Free Lancer Produções
*Realização: JE Produções Ltda


