A composição da Prefeitura de Fortaleza e do Governo do Ceará deve sofrer alterações a partir de março deste ano. Pelo menos dez nomes de cada gestão são cogitados para concorrer às eleições de 2026. Para cumprir o prazo determinado pela Justiça Eleitoral, os secretários municipais e estaduais devem se desincompatibilizar, no máximo, até o dia 4 de abril, seis meses antes do 1º turno das eleições deste ano.
Em coletiva de imprensa realizada em janeiro, Evandro Leitão (PT), prefeito de Fortaleza, afirmou que as mudanças em sua equipe irão ocorrer no dia 31 de março. Mesmo sem citar nomes, o gestor espera que até dez secretários possam solicitar a desincompatibilização. Um deles é Idilvan Alencar (PDT), licenciado do cargo de deputado federal e atual secretário de Educação da capital cearense.
Quem também deve seguir o mesmo caminho em busca da reeleição é Osmar Baquit (PSB). Deputado estadual licenciado, o político ocupa o cargo de coordenador de Apoio à Governança das Regionais de Fortaleza. No decorrer dos próximos dias, conforme previsão apresentada pelo prefeito da cidade, outros nomes ligados à Prefeitura irão apresentar seus posicionamentos.
Governo do Estado – nomes que devem disputar as eleições em 2026
Das 32 secretarias do Governo do Ceará, pelo menos 14 devem passar por mudanças. Deputados estaduais licenciados que assumiram o comando das pastas na administração de Elmano de Freitas (PT) devem buscar a reeleição. Além dos parlamentares, a atual vice-governadora do Ceará, Jade Romero (MDB), que também é Secretária Estadual das Mulheres, deve pedir a desincompatibilização.
Mesmo em cenário indefinido sobre qual cargo irá concorrer em 2026, a gestora afirmou que está à disposição do grupo. Caso não seja candidata a vice–governadora na chapa liderada por Elmano de Freitas, Jade Romero é cogitada nos bastidores como pré-candidata a deputada federal.
Ainda sem partido, Chagas Vieira, secretário-chefe da Casa Civil, chegou a ser cotado como pré-candidato ao Senado Federal. Apesar de não haver uma definição, o secretário já afirmou que irá se desligar do cargo dentro do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral.
Confira os possíveis nomes:
Chagas Vieira — Casa Civil
Zezinho Albuquerque — deputado estadual licenciado e secretário das Cidades
Luisa Cela — secretária da Cultura
Moisés Braz — deputado estadual licenciado e secretário do Desenvolvimento Agrário
Domingos Filho — Secretário do Desenvolvimento Econômico
Eliana Estrela — Secretária da Educação
Adelitta Monteiro — Secretária da Juventude
Lia Ferreira Gomes – deputada estadual licenciada e secretária das Mulheres
Oriel Nunes — secretária da Pesca e Aquicultura
Erich Douglas – vereador de Fortaleza (licenciado) e secretário da Proteção Animal
Jade Romero — vice-governadora e secretária da Proteção Social
Fernando Santana — deputado estadual licenciado e secretário dos Recursos Hídricos
Vladyson Viana — secretário do Trabalho
Eduardo Bismarck — deputado federal licenciado e secretária do Turismo
Walter Cavalcante – ex-deputado estadual e assessor especial de Assuntos Institucionais
Tiago Ribeiro – assessor Executivo de Relações Institucionais
Liliani Araújo – secretária-executiva de Políticas Públicas para Mulheres
Regras
A medida principal sobre desincompatibilização está prevista na Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990, conhecida como Lei de Inelegibilidades. A norma define quem é inelegível e também os prazos mínimos para quem ocupa cargos públicos se afastar antes de disputar um mandato eletivo.
Para quem ocupa cargo de secretário de Estado ou funções equivalentes (comissionados) e pretende concorrer a um mandato eletivo nas eleições gerais de 2026, o prazo de afastamento costuma ser seis meses antes da data da eleição.
A regra é válida para todos os cargos eletivos:
- Presidente e vice-presidente da República;
- Governador e vice-governador;
- Senador;
- Deputado Federal
- Deputado Estadual (ou Distrital).


