O Ceará registrou redução de 43% nos crimes de morte contra pessoas LGBTI+ em 2025, na comparação com 2023. Foram contabilizados 26 Crimes Violentos Letais e Intencionais contra esse público em 2025, frente a 46 ocorrências em 2023. Em 2024, o número foi de 34 casos.
Os dados estão disponíveis no Painel Dinâmico de Monitoramento da Violência LGBTFóbica e marcam um período iniciado em 2023, quando o Estado criou a Secretaria da Diversidade do Ceará e a Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou Orientação Sexual da Polícia Civil do Estado do Ceará, conhecida como Decrin.

Segundo o governo estadual, os resultados refletem um modelo de gestão orientado por dados, com produção sistemática de informações, transparência pública e atuação integrada entre a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, a Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública e a Secretaria da Diversidade. O Estado tem destacado a política como referência nacional na consolidação de dados e no enfrentamento à violência contra a população LGBTI+.
Entre as medidas adotadas está a Portaria nº 0644/2023, que estabelece tratamento prioritário aos crimes violentos contra pessoas LGBTI+, classificados como crimes de ódio. Também foi criado o Observatório dos Crimes por LGBTfobia, além do aprimoramento do registro de identidade de gênero e orientação sexual nos boletins de ocorrência.
A Decrin passou a atuar de forma especializada na investigação de crimes motivados por discriminação racial, religiosa ou por orientação sexual e identidade de gênero, fortalecendo o acompanhamento dos casos e a responsabilização dos autores.
De acordo com a gestão estadual, o maior volume de denúncias registrado desde 2023 não indica necessariamente aumento da violência, mas pode representar redução da subnotificação e maior confiança da população nos canais institucionais.


