
O Governo do Ceará inaugurou três novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs), ampliando o acesso a serviços de saúde para cerca de 46 mil pessoas de povos indígenas que vivem no Estado. As inaugurações fazem parte de um esforço contínuo para reduzir desigualdades e foram entregues nos municípios de Barroquinha, Camocim e Itarema, todos no interior do Ceará.
Cada unidade foi projetada para atender às necessidades específicas das respectivas populações, com infraestrutura adequada, equipes de profissionais da saúde e equipamentos que permitem consultas médicas, acompanhamento de gestantes, vacinação, promoção da saúde e prevenção de doenças.
Com a inauguração, o Ceará chega a um total de 18 UBSIs em funcionamento no território estadual. As unidades integram a rede de saúde indígena vinculada ao Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), sob coordenação do Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado.
Segundo a Secretaria, antes da implantação das novas unidades, muitas comunidades enfrentavam dificuldades de acesso a serviços básicos de saúde, com longas distâncias até centros de atendimento e limitações na oferta de consultas e exames. A chegada das UBSIs visa reduzir essas barreiras geográficas e contribuir para um atendimento contínuo, humanizado e culturalmente sensível.
Impacto dos equipamentos para os povos indígenas
Lideranças dos povos originários também celebraram a ampliação do atendimento. Representantes das comunidades enfatizaram que as UBSIs não apenas facilitam a assistência médica, mas também fortalecem laços entre os sistemas de saúde tradicional e indígena, respeitando costumes, idiomas e formas de cuidado próprias dos povos.
Além dos atendimentos clínicos, as unidades oferecem ações de prevenção e promoção da saúde, incluindo orientações sobre higiene, vacinação, nutrição e controle de doenças crônicas, contribuindo para resultados mais sólidos na saúde coletiva das aldeias atendidas.


