
Promovido pelo Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, segue até o dia 7 de abril o mutirão de conciliação de dívidas voltado para idosos. O objetivo é buscar um acordo entre o público-alvo da ação e as instituições financeiras. A iniciativa, que já será finalizada nesta terça-feira, busca oferecer condições mais acessíveis para a quitação de débitos, especialmente para pessoas com 60 anos ou mais que enfrentam dificuldades financeiras.
O mutirão ocorre por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc). Ao todo, serão atendidas 90 ocorrências encaminhadas por ações judiciais ou que foram previamente cadastradas em um formulário específico. Serão priorizadas causas dentro das seguintes situações:
- Ações em andamento (conhecimento ou execução)
- Parte autora com 60 anos ou mais
- Demanda contra banco ou instituição financeira
Importância do mutirão de conciliação
De acordo com a coordenadora do Cejusc, Suyane Lucena, os prejuízos causados a este público vão além de danos na parte financeira. Dentro desse contexto, a magistrada defendeu a realização da ação. “Boa parte desses processos afeta diretamente a renda, a segurança e a autonomia da pessoa idosa. Precisamos dar a resposta que também pensem em evitar os danos emocionais à vida do idoso”, afirmou.
De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada no ano de 2025, o país possuía na época 32 milhões de idosos. E, conforme a Serasa Experian, 14 milhões estão inadimplentes. Entre eles, muitos se enquadravam no conceito de “superendividados”.
Ainda conforme os dados, dívidas com bancos e cartões de crédito são as inadimplências mais comuns dentro dessa faixa etária.


