
O preço da locação residencial no Brasil registrou alta de 2,45% nos três primeiros meses de 2026, superando a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi de 1,92% no período, e o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que variou 0,19%. Os dados são do Índice FipeZap, divulgados nesta terça-feira (14).
Segundo o levantamento, o aumento dos aluguéis foi registrado em 33 das 36 localidades monitoradas, incluindo 20 das 22 capitais analisadas. A maior alta no trimestre foi observada em Manaus, com avanço de 10,12%, seguida por Campo Grande (9,12%) e Aracaju (7,06%).
Por outro lado, houve recuo nos preços de locação em Teresina e São Luís, ambas com queda de 0,12% no período.
Resultado mensal
No recorte de março, o aluguel apresentou alta de 0,84%, abaixo do avanço registrado em fevereiro (0,94%), mas ainda superior à variação média dos preços de venda de imóveis no período, que foi de 0,48%.
No mesmo mês, o IPCA registrou alta de 0,88%, enquanto o IGP-M avançou 0,52%, ambos abaixo do crescimento observado no mercado de locação.
Entre as capitais, Aracaju liderou a alta mensal, com aumento de 6,53% em março. Já São Luís apresentou a maior queda, de 1,24%.
Capitais monitoradas
Outras capitais também registraram variações relevantes no primeiro trimestre. Em Fortaleza e Brasília, os preços subiram 1,75%. Já em São Paulo, a alta foi de 1,50%, enquanto Rio de Janeiro teve avanço de 4,17%.
Os dados reforçam a tendência de alta nos preços de locação no país, impulsionada pela demanda e pelas condições do mercado imobiliário ao longo dos primeiros meses do ano.


